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Moraes nega julgamento de ‘kid preto’ pela Justiça Militar

Rodrigo Bezerra de Azevedo é um dos investigados no inquérito que apura a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022

Luisa Cardoso

Ministro Alexandre de Moraes durante a sessão da Primeira Turma do STF
54135368876_aff6b2f85c_k Gustavo Moreno/STF

Na última quinta-feira (16), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de julgamento pela justiça militar para o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo. Bezerra é um dos investigados no inquérito que apura a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Desde novembro do ano passado, ele está preso preventivamente, acusado de integrar os ‘kids pretos’, um grupo que teria planejado o assassinato de figuras políticas de destaque, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes.

Na sua decisão, Moraes, que é o relator do inquérito, enfatizou a competência do Supremo Tribunal Federal para conduzir as investigações. Ele destacou que o inquérito não faz distinção entre militares e civis, reforçando que a justiça militar é destinada a julgar crimes militares, e não crimes cometidos por militares. Este inquérito, que envolve 40 indiciados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, está atualmente sob análise do procurador Paulo Gonet na Procuradoria Geral da República.

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A expectativa é que Paulo Gonet finalize sua análise até o final de janeiro, momento em que decidirá se os indiciados serão transformados em réus. Caso isso ocorra, o inquérito retornará ao Supremo Tribunal Federal em fevereiro para uma nova análise. Este caso investiga a tentativa de manter Bolsonaro no poder, impedindo a posse de Lula em 2022, e continua a ser um dos principais focos de atenção política e jurídica no país.

Publicado por Luisa Cardoso
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