Ana Paula Henkel: Ciro, Doria, Huck e Mandetta se alinham contra ‘fascismo imaginário’ em carta pela democracia

Comentarista do programa ‘Os Pingos Nos Is’ criticou manifesto idealizado por ex-ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro e outros possíveis presidenciáveis de 2022

  • Por Jovem Pan
  • 31/03/2021 21h27
Reprodução/Instagram/lucianohuckApresentador foi um dos que assinou manifesto em prol da democracia

Após proposta do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, possíveis presidenciáveis de 2022 assinaram nesta quarta-feira, 31, um manifesto suprapartidário em defesa da democracia brasileira. A carta, assinada por Luciano Huck, João Amoedo (Novo), Ciro Gomes (PDT-CE), Eduardo Leite (PSDB-RS) e João Doria (PSDB-SP), fala que “exemplos não faltam para nos mostrar que o autoritarismo pode emergir das sombras” e lembra do movimento “Diretas Já”, que uniu diversas frentes políticas no mesmo palanque na década de 1980 em prol da democracia.

A comentarista do programa ‘Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, Ana Paula Henkel, afirmou achar curiosa a presença de nomes como o de Ciro, Doria, Mandetta e Huck alinhados “contra uma ditadura que não chegou até agora”. “Contra um fascismo imaginário e uma resistência de auditório. Todos à noite devem achar que tem uma ditadura embaixo da cama, no armário, escondido. Porque há um fetiche com a ditadura, com golpes, é impressionante.” Ela lembrou de antigos protocolos adotados pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que mandava todos ficarem em casa até sentirem falta de ar no caso da Covid-19, e não agiu de forma coerente com seu discurso ao, durante despedida da pasta, abraçar pessoas sem máscara. “Essa pandemia colocou muitas máscaras nas nossas faces, mas arrancou muitas outras máscaras e a gente vê isso todos os dias”, disse a ex-jogadora de vôlei.

Confira o manifesto na íntegra:

“Muitos brasileiros foram às ruas e lutaram pela reconquista da Democracia na década de 1980. O movimento “Diretas Já”, uniu diferentes forças políticas no mesmo palanque, possibilitou a eleição de Tancredo Neves para a Presidência da República, a volta das eleições diretas para o Executivo e o Legislativo e promulgação da Constituição Cidadã de 1988. Três décadas depois, a Democracia brasileira é ameaçada. A conquista do Brasil sonhado por cada um de nós não pode prescindir da Democracia. Ela é nosso legado, nosso chão, nosso farol. Cabe a cada um de nós defendê-la e lutar por seus princípios e valores. Não há Democracia sem Constituição. Não há liberdade sem justiça. Não há igualdade sem respeito. Não há prosperidade sem solidariedade. A Democracia é o melhor dos sistemas políticos que a humanidade foi capaz de criar. Liberdade de expressão, respeito aos direitos individuais, justiça para todos, direito ao voto e ao protesto. Tudo isso só acontece em regimes democráticos. Fora da Democracia o que existe é o excesso, o abuso, a transgressão, a intimidação, a ameaça e a submissão arbitrária do indivíduo ao Estado. Exemplos não faltam para nos mostrar que o autoritarismo pode emergir das sombras, sempre que as sociedades se descuidam e silenciam na defesa dos valores democráticos. Homens e mulheres desse país que apreciam a LIBERDADE, sejam civis ou militares, independentemente de filiação partidária, cor, religião, gênero e origem, devem estar unidos pela defesa da CONSCIÊNCIA DEMOCRÁTICA. Vamos defender o Brasil”.

Confira o programa “Os Pingos Nos Is” desta quarta-feira, 31, na íntegra:”