Entenda quais são as novas regras do Pix anunciadas pelo Banco Central

A adesão cada vez maior dos brasileiros e o crescente volume de transações têm atraído a atenção dos criminosos; conheça as principais medidas implementadas para tornar a plataforma mais segura

  • Por Lívia Zanolini
  • 07/10/2021 09h25 - Atualizado em 07/10/2021 09h31
LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOA principal mudança anunciada pelo BC é que a soma das operações realizadas entre pessoas físicas está limitada a R$ 1 mil entre 20h e 6h

Mais de 100 milhões de brasileiros estão cadastrados no Pix, a plataforma digital de transferências e pagamentos instantâneos do Banco Central. De novembro do ano passado, quando o sistema foi criado, até o final de agosto, a ferramenta movimentou R$ 2,9 trilhões de reais. E a adesão cada vez maior dos brasileiros e o crescente volume de transações têm atraído a atenção dos criminosos. Os golpes digitais envolvendo a plataforma já fizeram milhares de vítimas. Em São Paulo, os sequestros-relâmpago aumentaram 39% nos sete primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Para tornar a plataforma mais segura, o Banco Central implementou um conjunto de medidas. As principais são:

  • A soma das operações realizadas entre pessoas físicas está limitada a R$ 1 mil entre 20h e 6h;
  • Os usuários podem reduzir ou aumentar esse limite conforme a necessidade e ainda estabelecer margens diferentes para o período do dia e da noite;
  • O cadastramento prévio de contas na plataforma passa a ser efetivado em um prazo de 24 horas, impedindo o registro imediato em situação de risco;
  • As transações ficarão retidas por meia hora durante o dia e por até uma hora durante a noite para análise de risco da operação, dificultando movimentações suspeitas;
  • As instituições deverão adotar controles adicionais em relação a transações envolvendo contas vinculadas ao Pix, combatendo, assim, a utilização de contas de aluguel ou “laranjas”.

Segundo o Banco Central, as mudanças serão aplicadas não apenas no Pix, mas também em outros meios de pagamento digitais. A orientação dos especialistas é que os usuários adotem os mecanismos adicionais de segurança e estejam sempre atentos para não cair em golpes. A dica é não acessar links desconhecidos, cadastrar as chaves apenas nos canais oficiais dos bancos e não fazer transferências antes de confirmar o destinatário. Tá Explicado?

Gostaria de sugerir algum tema para o programa? É simples. Encaminhe a sugestão para o e-mail online@jovempan.com.br e escreva Tá Explicado no assunto. Participe!