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Política

Um presidente consegue governar sem maioria no Congresso?

Executivo pode exercer suas competências próprias, mas agenda legislativa e mudanças estruturais dependem de negociação com deputados e senadores

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As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições.
Congresso Nacional, em Brasília Roque de Sá/Agência Senado

É possível governar sem ter uma maioria partidária própria no Congresso, mas aprovar leis, reformas e mudanças constitucionais se torna mais dependente de negociação.

Lula (PT) usou esse argumento no segundo turno de 2026. O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores de sua campanha, afirmou que o governo aprovou projetos mesmo sem controlar maioria na Câmara e no Senado.

Flávio Bolsonaro (PL), por outro lado, chegou à etapa final ampliando alianças com partidos de centro e direita e contando com o peso de uma bancada do PL fortalecida nas eleições legislativas.

O presidente conserva competências administrativas mesmo quando enfrenta resistência parlamentar, mas projetos de lei, medidas provisórias, Orçamento e PECs passam pelo Legislativo.

Quanto maior o quórum exigido, maior a necessidade de coalizão. Uma PEC, por exemplo, precisa de 308 deputados e 49 senadores em dois turnos.

Por isso, o resultado presidencial e a composição do Congresso são duas partes do mesmo desenho de governabilidade que começará em 2027.

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