Depois de acusar EUA de invadir águas territoriais, Rússia testa mísseis
Nesta quinta-feira, 26, a Rússia demonstrou o uso do míssel hipersônio Tsirkon no mar Branco. No dia anterior, o país lançou o projétil anti-navios Kh-35 no Oceano Pacífico. Os dois testes aconteceram logo depois de um incidente envolvendo os Estados Unidos no mar do Japão. Na terça-feira, 24, um navio de guerra russo ameaçou atingir um destróier dos Estados Unidos depois que ele invadiu águas territoriais que o governo de Vladmir Putin considera suas. A embarcação norte-americana acabou deixando a área em seguida. Enquanto a Rússia acusa os norte-americanos de terem viajado por dois quilômetros no seu lado do território marinho, os Estados Unidos dizem que as afirmações são falsas e que não houve qualquer irregularidade. Segundo a emissora de televisão britânica BBC, o porta-voz da 7ª Frota da Marinha dos EUA, o tenente Joe Keiley, afirmou que a embarcação norte-americana “não foi ‘expulsa’ do território de nenhuma nação” e que o país “nunca se curvaria por intimidação ou seriam coagidos a aceitar reivindicações marítimas ilegítimas, como as feitas pela Federação Russa”.
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Em abril de 2010, os Estados Unidos e a Rússia assinaram um tratado de redução de armas que ficou conhecido como “New START”. Além de limitar o número de ogivas e mísseis, o acordo autoriza o mútuo monitoramento por satélites e inspeções anuais. Com a proximidade da expiração do contrato, que perderá a validade em 5 de fevereiro de 2021, os países ainda não chegaram a um consenso sobre a substituição ou renovação do programa. Assim como Jair Bolsonaro, o presidente Vladmir Putin ainda não parabenizou Joe Biden pelo resultado das eleições norte-americanas projetado pela mídia.
*Com informações de agências internacionais
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Eliseu Caetano
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