Prefeita é cassada e vice assume em Araçariguama-SP
A Câmara de Vereadores cassou o mandato da prefeita Lili Aymar (sem partido), de Araçariguama, interior de São Paulo. Ela foi acusada de uso irregular de dinheiro público. Com o afastamento da titular, o vice-prefeito João Batista Corrêa Junior (MDB) foi empossado no cargo, na sexta-feira (8). Como primeira medida, ele anunciou o restabelecimento do transporte gratuito de estudantes universitários, que havia sido suspenso em janeiro pela prefeita, alegando corte de despesas. Aymar informou que vai entrar com recursos na Justiça para reaver o mandato.
A cassação foi definida por 8 votos a 3. A prefeita, que não compareceu à sessão, foi representada pelo advogado Júlio Cesar Gomes, nomeado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para fazer sua defesa, já que ela não indicara defensor. O relatório da Comissão Processante aponta que a prefeita usou verba pública de R$ 40 mil para alugar dois imóveis particulares que seriam usados como escolas, mas os prédios não tiveram nenhuma destinação.
Os vereadores entenderam que houve irresponsabilidade administrativa, com prejuízo para o erário. A cassação da prefeita aconteceu um dia depois da prisão do diretor do Departamento de Trânsito do município, acusado de participação em esquema de fraudes na locação de veículos pela prefeitura. O caso é apurado pela Polícia Civil.
Prefeita diz ser perseguida
Em nota, a prefeita alegou que está sendo “covardemente perseguida” e teve seus direitos de defesa cerceados. Segundo ela, teria havido fraude na composição da comissão que julgou a denúncia e não foi dada oportunidade legal para que substituísse seu advogado, dispensado porque mantinha contrato com a Câmara. Ela alega não ter sido notificada pessoalmente, o que tornaria nulo o processo. Também afirma que a real motivação da cassação seria ter se oposto à instalação de um aterro sanitário no município, obra que seria do interesse dos vereadores. Atualmente, Araçariguama envia o lixo para aterro de outra cidade.
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