Nico e Rodrigo Garcia aparecem em articulações para a Prefeitura de SP
Com o fim da eleição deste ano, as articulações políticas em São Paulo já começam a mirar 2028. Para além das movimentações em torno de um possível projeto presidencial em 2030, nomes da direita circulam nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes como possíveis opções para a disputa pela Prefeitura da capital.
Um deles é o do ex-governador Rodrigo Garcia, filiado ao Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas. Sem cargo público atualmente, Garcia tem participado dos bastidores da gestão estadual. Ajudou, por exemplo, na interlocução com prefeitos do interior durante a campanha e tem apresentado sugestões de nomes para o novo secretariado do governador.
A avaliação de alguns interlocutores é que, por já ser conhecido no cenário político paulista, Garcia poderia se apresentar como uma alternativa da direita com maior facilidade. Além disso, não representaria uma ameaça direta a quem pretende disputar o governo estadual em 2030.
Outro nome mencionado nos corredores do Palácio dos Bandeirantes é o do secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, que deve permanecer no cargo. Ele aparece como uma possível opção para vice-prefeito, embora não necessariamente em uma chapa encabeçada por Rodrigo Garcia. Nico já chegou a ser cogitado para ocupar a vice na chapa do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), em uma articulação que a coluna mostrou com exclusividade na época. A discussão, no entanto, não avançou.
Apesar de não ter partido, o secretário é amplamente ligado ao PP, de Ciro Nogueira. Delegado, Nico assumiu a Secretaria de Segurança Pública após a saída do senador eleito Guilherme Derrite (PP), que o indicou para o posto. Também mantém relação próxima com parlamentares da legenda. Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), por exemplo, recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo por iniciativa do deputado estadual Delegado Olim, também do PP. A eventual escolha de Nico poderia representar uma sinalização à segurança pública, uma das principais pautas do governo estadual e da direita. Também abriria espaço para uma composição política mais ampla.
Nesta quinta-feira (5), durante encontro com Tarcísio, Ciro Nogueira demonstrou interesse em participar das discussões sobre a formação da chapa para a Prefeitura de São Paulo.
Sucessor do próprio grupo
As movimentações, porém, ocorrem em paralelo às articulações do atual prefeito. Nos bastidores, Ricardo Nunes tem deixado claro que pretende fazer um sucessor de seu próprio grupo político. O deputado federal eleito Sidney Cruz (MDB) aparece como primeiro nome na lista, mas outros integrantes da gestão também são mencionados, como o secretário de Subprefeituras, Fabricio Cobra, e o secretário de Governo, Edson Aparecido (MDB). A movimentação já foi mostrada pela Jovem Pan.
O atual vice-prefeito, coronel Mello Araújo (PL), por sua vez, não é considerado uma possibilidade nos bastidores, apesar de já ter se colocado à disposição para disputar a eleição.
Outro lado
Na esquerda, a deputada federal Tabata Amaral (PSB) já admitiu que pretende concorrer à Prefeitura em 2028. No PT, nomes como o do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), e o da deputada federal Erika Hilton (PSOL) são apontados como opções. As possibilidades também envolvem eventuais negociações para mudanças de partido – com a saída deles do PSOL para o próprio PT.
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