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Ex-presidente do Paraguai, Santiago peña, deixa prisão domiciliar e é levado a quartel militar

Transferência ocorreu por motivos de segurança, em meio a protestos em frente à residência

Estadão Conteúdo

(ARQUIVO) O presidente do Paraguai, Santiago Peña, retira-se após uma reunião com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (fora do enquadramento), no Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, em 19 de setembro de 2026. Parlamentares da oposição no Paraguai apresentaram formalmente, em 4 de novembro de 2026, um pedido de processo de impeachment contra o presidente e seu vice-presidente, em decorrência de um escândalo bancário que deixou cerca de 3.000.000 de cidadãos e entidades governamentais com suas contas bloqueadas, confirmou uma fonte legislativa à AFP. (Foto de Federico PARRA / AFP)
Presidente do Paraguai, Santiago Peña Federico PARRA / AFP

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido para uma unidade militar em Assunção na noite de sexta-feira (06), horas após ser destituído pelo Congresso e ter a prisão domiciliar decretada pela Justiça. A informação foi publicada pelo jornal paraguaio La Nación.

A transferência ocorreu por motivos de segurança, em meio a protestos em frente à residência onde Peña cumpria prisão domiciliar. Manifestantes exigiam que ele fosse levado a uma unidade prisional, e houve confronto com a polícia. Já segundo o jornal paraguaio ABC, a comitiva que deixou o local foi recebida com xingamentos e ovadas.

A transferência foi para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), um quartel militar em Assunção que abriga uma unidade de elite das Forças Armadas paraguaias. A instalação é utilizada para a segurança do chefe de Estado e de seus familiares, além de receber autoridades estrangeiras em visitas oficiais. Portanto, não se trata de uma prisão.

Peña foi destituído do cargo na tarde de sexta-feira, após a aprovação de seu impeachment pelo Congresso. Na sequência, a Justiça decretou sua prisão domiciliar por suposto envolvimento no escândalo do banco Ueno, cuja quebra desencadeou uma crise econômica e política no país. A crise também levou à renúncia do presidente do Banco Central e de outras autoridades paraguaias.

Com a saída de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana tomou posse como novo chefe de Estado ainda na sexta-feira (06).

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