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Política

Moraes cobra defesa de Bolsonaro por informação de seguranças

Os advogados do ex-presidente protocolaram nesta segunda-feira (30) uma lista complementar de profissionais

Júlia Mano

BRASILIA, JAIR BOLSONARO
BRASILIA, JAIR BOLSONARO SCARLETT ROCHA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou nesta segunda-feira (30) informações sobre a equipe de segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro. O magistrado pediu que a defesa do capitão da reserva indique os profissionais que integram o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

No despacho, o ministro destacou que, quando autorizou a prisão domiciliar temporária de Bolsonaro, determinou que a defesa do ex-chefe do Executivo informasse o nome dos advogados que fariam as visitas ao capitão da reserva, dos responsáveis pelo acompanhamento médico e de funcionários que trabalham na residência. Nesta segunda-feira (30), segundo Moraes, foi protocolada uma lista complementar de profissionais da equipe de segurança.

Prisão domiciliar temporária

Na terça-feira (24), o ministro acatou o pedido da defesa de Bolsonaro e determinou a ida para casa por 90 dias a contar do dia da alta médica. A decisão foi antecipada pela Jovem Pan. Aliados do ex-presidente consideravam a medida “sacramentada” após a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões, com retorno da força, fôlego e disposição, pode durar entre 45 (quarenta e cinco) e 90 (noventa) dias, com ambiente controlado”, disse Moraes no despacho.

Internação de Bolsonaro

No início da manhã de 13 de março, o ex-presidente foi encaminhado ao Hospital DF Star. Ele chegou à unidade de saúde por volta das 8h50, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Essa foi a sétima vez que Bolsonaro foi internado desde 4 de agosto de 2025. Na ocasião, Moraes determinou a prisão domiciliar do capitão da reserva por descumprimento de medidas cautelares.

Transferência de Bolsonaro para ‘Papudinha’

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à trama golpista, Bolsonaro começou a cumprir a pena em uma Sala de Estado-Maior na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), em Brasília. O ex-presidente foi detido em 22 de novembro depois de novamente violar medidas cautelares.

Em 15 de janeiro, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da PMDF, conhecido como “Papudinha”. A decisão veio depois do acidente do ex-presidente, de reclamações de familiares e do encontro de Michelle com o ministro Gilmar Mendes para tratar sobre a possibilidade de concessão de prisão domiciliar ao capitão da reserva.

No despacho, o ministro destacou que a Sala de Estado-Maior preparada no Complexo da Papuda é maior (com 64,8 m², incluso a área externa) e o complexo penitenciário dispõe de posto de saúde. Moraes também elencou que o horário de visitas seria estendido e o número de refeições diárias subiria para cinco.