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Hugo Motta compara aumento da violência no Brasil a câncer após entrega do texto da PEC da Segurança Pública

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentou na última terça-feira (8) a Proposta de Emenda à Constituição ao presidente e líderes da Câmara dos Deputados

Victor Trovão

Hugo Motta
Hugo Motta TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Na última terça-feira (9), o governo federal apresentou à Câmara dos Deputados a versão mais recente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Esta proposta, que vem sendo desenvolvida há mais de 10 meses, é vista como uma resposta à crescente demanda por ações mais firmes na área da segurança. Além disso, é considerada um trunfo político para recuperar a popularidade do presidente Lula. Durante uma coletiva de imprensa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou a importância do encontro, afirmando que tanto o poder executivo quanto o legislativo devem à sociedade brasileira a discussão desse tema crucial.

Um dos pontos que gerou debate entre os parlamentares é o papel das guardas municipais. A proposta reconhece essas forças como parte do Sistema Único de Segurança Pública e autoriza sua atuação ostensiva, incluindo prisões em flagrante. No entanto, parte da oposição, representada pela deputada federal Caroline De Toni, expressou preocupações sobre possíveis contradições e a centralização de poder em Brasília. Ela criticou a apresentação de uma proposta tão estruturante e radical sem a devida governabilidade, especialmente vinda de um ministro com teorias inovadoras que, segundo ela, podem comprometer a competência do poder legislativo.

Apesar das divergências, houve consenso entre os líderes da Câmara sobre a necessidade de avançar no debate. A proposta será protocolada na próxima semana e deve começar a tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a segurança pública é prioridade na casa e anunciou a criação de um grupo de trabalho permanente para discutir a situação. A discussão oficial começa nos próximos dias, mobilizando lideranças de diferentes partidos em um país onde a violência é uma preocupação constante.

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O desafio agora é transformar o consenso em ação concreta. A expectativa é que o debate na Câmara dos Deputados seja intenso, com a participação ativa de diversos setores da sociedade. A PEC da Segurança Pública representa uma oportunidade para o governo federal demonstrar compromisso com a segurança dos cidadãos e, ao mesmo tempo, fortalecer a cooperação entre os diferentes níveis de governo. A sociedade brasileira aguarda ansiosamente por soluções eficazes que possam reduzir a criminalidade e garantir um ambiente mais seguro para todos.

*Com informações de Aline Beckety 

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*Reportagem produzida com auxílio de IA