PSDB busca retomar espaço na política nacional após declínio
Desbancado pelo bolsonarismo desde 2018, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) perdeu espaço e tem como projeto para 2026 marcar posição e ganhar terreno em candidaturas sólidas a fim de retomar a sua influência na política nacional.
Anteriormente, a meta era participar da disputa para cargos majoritários, como a Presidência da República e o governo de São Paulo. Para a corrida ao Palácio do Planalto, o postulante escolhido era o ex-governador do Ceará Ciro Gomes. Entretanto, ele desistiu para tentar a retomada em seu estado.
Mesmo assim, a legenda continuava com a avaliação de ser necessário concorrer ao cargo mais importante da política. Assim, surgiu o nome do deputado federal Aécio Neves. No entanto, na quinta-feira (9), o parlamentar anunciou a sua desistência e passou a ser cotado para disputar o Senado por Minas Gerais.
Já ao Palácio dos Bandeirantes, o PSDB pretendia lançar o vice-presidente nacional da legenda e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra.
O cenário mudou quando ficou definido que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), iria disputar a reeleição. O diretório paulista da sigla avaliou ser remotas as chances de vitória de um candidato do PSDB contra o atual mandatário, sobretudo sem ter alianças consolidadas com outros partidos.
“Tentamos efetivamente ampliar as alianças com Solidariedade, Avante e Podemos. Conversamos com o Democracia Cristã, mas não se consolidaram. Hoje, o tamanho que o PSDB tem já não nos permite mais ir sozinho para uma disputa desse porte, desse tamanho, por conta de tempo de TV, fundo partidário”, disse Paulo Serra em entrevista à Jovem Pan.
A estratégia do partido mudou. Segundo Serra, o Brasil não parece pronto para uma “terceira via”. O foco do PSDB para 2026 passou a ser: “fazer uma reconstrução longe dos extremos”.
Para o pleito deste ano, o objetivo da legenda é eleger de 25 a 30 deputados federais. Caso conquiste a quantidade de assentos na Casa Baixa, o partido pode lançar candidato próprio à Presidência em 2030.
Serra contou que, em São Paulo, a legenda deve apoiar Tarcísio. Nos outros estados, os diretórios provavelmente ficarão livres para deliberar sobre a disputa local. Já ao Planalto, a situação é indefinida.
Assuntos
continue lendo
Política
Flávio diz que vai liderar oposição, mas pedirá cassação de ‘chapa eleita’ do Lula
Senador não admite verbalmente vitória do petista, mas esfria tentativa de anular eleições
- Petrobras pode voltar a distribuir combustíveis? Veja a proposta do governo Lula Jovem Pan · há 15 minutos
- Regulação das redes sociais: o que Lula defende após a vitória nas eleições? Jovem Pan · há 30 minutos
- Lula bate o próprio recorde e é o presidente mais votado da história da humanidade Júlia Lara · há 34 minutos
- O que Lula prometeu para o tratamento do câncer no quarto mandato? Jovem Pan · há 60 minutos