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Política

PSDB busca retomar espaço na política nacional após declínio

A legenda tem como objetivo eleger de 25 a 30 deputados em 2026 para voltar a disputar a Presidência em 2030

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Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André, é o presidente do PSDB em São Paulo
Vice do PSDB, Paulo Serra desistiu de disputar o governo de São Paulo por a legenda avaliar ser remota suas chances de vitória contra o atual governador Divulgação/PSDB

Desbancado pelo bolsonarismo desde 2018, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) perdeu espaço e tem como projeto para 2026 marcar posição e ganhar terreno em candidaturas sólidas a fim de retomar a sua influência na política nacional.

Anteriormente, a meta era participar da disputa para cargos majoritários, como a Presidência da República e o governo de São Paulo. Para a corrida ao Palácio do Planalto, o postulante escolhido era o ex-governador do Ceará Ciro Gomes. Entretanto, ele desistiu para tentar a retomada em seu estado.

Mesmo assim, a legenda continuava com a avaliação de ser necessário concorrer ao cargo mais importante da política. Assim, surgiu o nome do deputado federal Aécio Neves. No entanto, na quinta-feira (9), o parlamentar anunciou a sua desistência e passou a ser cotado para disputar o Senado por Minas Gerais.

Já ao Palácio dos Bandeirantes, o PSDB pretendia lançar o vice-presidente nacional da legenda e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra.

O cenário mudou quando ficou definido que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), iria disputar a reeleição. O diretório paulista da sigla avaliou ser remotas as chances de vitória de um candidato do PSDB contra o atual mandatário, sobretudo sem ter alianças consolidadas com outros partidos.

“Tentamos efetivamente ampliar as alianças com Solidariedade, Avante e Podemos. Conversamos com o Democracia Cristã, mas não se consolidaram. Hoje, o tamanho que o PSDB tem já não nos permite mais ir sozinho para uma disputa desse porte, desse tamanho, por conta de tempo de TV, fundo partidário”, disse Paulo Serra em entrevista à Jovem Pan.

A estratégia do partido mudou. Segundo Serra, o Brasil não parece pronto para uma “terceira via”. O foco do PSDB para 2026 passou a ser: “fazer uma reconstrução longe dos extremos”.

Para o pleito deste ano, o objetivo da legenda é eleger de 25 a 30 deputados federais. Caso conquiste a quantidade de assentos na Casa Baixa, o partido pode lançar candidato próprio à Presidência em 2030.

Serra contou que, em São Paulo, a legenda deve apoiar Tarcísio. Nos outros estados, os diretórios provavelmente ficarão livres para deliberar sobre a disputa local. Já ao Planalto, a situação é indefinida.

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