JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Pânico | 23h00 - 00h00
Mundo

Entenda por que países da UE querem suspender Espanha do Espaço de Schengen

Manifestação da Dinamarca, Finlândia, Itália, República Tcheca e Suécia se deu depois de cerca de 60 mil pessoas atravessarem a fronteira entre o Marrocos e o enclave espanhol no norte da África

Jovem Pan

ucrânia na união europeia
Maioria dos países da União Europeia integram o Espaço de Schengen REUTERS/Yves Herman

A Itália comunicou nesta sexta-feira (31) que suspendeu temporariamente a livre circulação de pessoas e mercadorias com a Espanha, estabelecida por meio do Acordo de Schengen. A medida foi adotada após a crise migratória desencadeada no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África.

Segundo informou o presidente da cidade autônoma espanhola, Juan Vivas, cerca de 60 mil pessoas atravessaram a fronteira entre o Marrocos e Ceuta a nado. O total equivale a cerca de 70% da população do enclave.

Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse que a suspensão do acordo de livre circulação é uma medida “necessária para proteger a segurança dos cidadãos italianos e defender as fronteiras da Europa”. Outros países do bloco europeu também reagiram negativamente à crise.

Dinamarca, Finlândia, República Tcheca e Suécia pediram a suspensão da Espanha do Espaço de Schengen.

A zona de livre circulação de pessoas e mercadorias foi estabelecida entre 29 países europeus (Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça e os Estados integrantes da União Europeia, exceto Chipre e Irlanda). Por meio do acordo, as nações aboliram controles de passaporte e fronteiras próprias e adotaram uma política comum de vistos para fins de viagens internacionais.

França e Portugal anunciaram o reforço de suas fronteiras com a Espanha.

Também nesta sexta, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, pediu que os integrantes da União Europeia permaneçam unidos. “Este não é o momento de criar mais divisões”, declarou.

Maior entrada de imigrantes

A atual crise migratória na Espanha é a maior desde 2021. À época, mais de 10 mil imigrantes entraram ilegalmente em Ceuta após o Marrocos flexibilizar os controles de fronteira.

O afrouxamento da fiscalização se deu em resposta à Espanha ter recebido Brahim Ghali, líder da Frente Polisário que luta pela independência do Saara Ocidental, ao qual Marrocos se opõe, e conta com apoio da Argélia.

A crise diplomática entre Madri e Rabat chegou ao fim em 2022 após o governo espanhol abandonar a neutralidade na questão e reconhecer o plano de autonomia para o território elaborado pelo Marrocos.

O grande fluxo registrado nesta semana se deu depois de uma visita de Sánchez à Argélia. Outra medida que influenciou a atual crise foi a recente determinação da Justiça da Espanha de que imigrantes que entrem em Ceuta pelo mar não podem ser devolvidos imediatamente ao Marrocos. Assim, as autoridades precisam analisar caso a caso.

Com informações de AFP

Assuntos