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Polícia dos EUA frustrou plano para matar Messi na Copa, diz jornal

Cristiano Ronaldo também aparece nos relatórios de segurança; árbitro chegou a receber seis mil mensagens de ódio

Marcelo Bamonte

Lionel Messi após penalti perdido contra o Egito
Cristiano Ronaldo também aparece nos relatórios de segurança; árbitro chegou a receber seis mil mensagens de ódio WILLIAM VOLCOV/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Um relatório elaborado por autoridades de segurança dos Estados Unidos revelou ameaças contra jogadores e árbitros durante a Copa do Mundo, incluindo planos para assassinar Lionel Messi. As informações foram divulgadas pelo jornal espanhol Marca e apontam que o FBI e o Centro para a Cooperação Policial Internacional (IPCC) atuaram na identificação e neutralização dos riscos durante a competição.

Uma das ameaças ocorreu antes da partida entre Argentina e Jordânia, pela fase de grupos. Segundo o documento, um homem telefonou para o aeroporto de Dallas e afirmou que invadiria o estádio acompanhado de outras duas pessoas, levando explosivos improvisados e um fuzil, com a intenção de atacar Messi.

O jogador voltou a ser citado como alvo antes do confronto entre Argentina e Egito, pelas oitavas de final. De acordo com o relatório, um suspeito publicou nas redes sociais uma ameaça de ataque ao atleta durante a partida. No mesmo dia, a polícia recebeu uma denúncia sobre possíveis explosivos deixados em lixeiras nas arquibancadas. Uma varredura com cães especializados, porém, não encontrou bombas e o alerta foi considerado falso.

Cristiano Ronaldo também aparece

Cristiano Ronaldo foi mencionado em outros episódios envolvendo a segurança da seleção portuguesa. A Fifa comunicou ao FBI a presença de um homem considerado suspeito, que buscava informações sobre o hotel onde a delegação estava hospedada. A polícia de Houston localizou o indivíduo no local e efetuou sua detenção dois dias depois.

Em outro caso, um homem foi preso em Toronto após tentar entrar no mesmo elevador que Ronaldo. Aos agentes, ele afirmou que pretendia apenas tirar uma fotografia com o jogador.

O relatório também registra ameaças direcionadas à arbitragem após a partida entre Argentina e Egito. O francês François Letexier recebeu mais de 6 mil mensagens de ódio em seu telefone pessoal, enquanto o árbitro de vídeo (VAR) Willy Delajod também foi alvo de ameaças.

Diante da situação, as autoridades francesas reforçaram a segurança das residências dos árbitros e de seus familiares. O documento aponta que a onda de ameaças exigiu medidas adicionais de proteção após os episódios registrados durante a competição.