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Política

As maiores facções do RJ são milícia, tráfico e a Assembleia, diz Garotinho

Ex-governador do Rio de Janeiro disse em sabatina à Jovem Pan, nesta terça-feira (18), que mais da metade dos parlamentares da Alerj 'são bandidos'

Júlia Lara

garotinho
Anthony Garotinho Jose Lucena/Estadão Conteúdo

O ex-governador do Rio de Janeiro e candidato ao governo fluminense Anthony Garotinho (Republicanos-RJ) disse nesta terça-feira (18) que as maiores facções criminosas do Rio de Janeiro são a milícia, tráfico e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “As três maiores facções criminosas aqui no Rio de Janeiro são a milícia, o tráfico e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Mais da metade são bandidos”, afirmou Garotinho.

A declaração foi feita nesta terça-feira (18) em sabatina do candidato à Jovem Pan. Durante a entrevista, o ex-governador disse que as vezes em que foi preso aconteceram para que suas denúncias parassem. “Eu coloquei na cadeia 84 autoridades aqui no Rio, tudo com denúncia que eu fiz. Então é normal que se pague um preço”, falou.

Garotinho criticou ainda o deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) e o ex-prefeito da cidade carioca Eduardo Paes (PSD-RJ), que também são candidatos ao governo no estado. O ex-governador, chamou os dois de “bandidos”.

“Caso o Eduardo Paes não seja impugnado por ligação com o crime organizado, será uma vergonha. Todas as posições claras dele são de ligação com a milícia do Rio. Como o Douglas Ruas tem ligação com o Comando Vermeho claríssima. A população não pode permitir que dois bandidos administrem o estado”, disse.

Quando questionado se o ex-governador possuia provas do que estava dizendo, afirmou que todas as suas denúncias estão encaminhadas ao Minsitério Público. “Eu não faço reportagem publicando, tudo que eu denuncio eu encaminho para o Ministério Público”, afirmou.

A Justiça determinou que o ex-governador cumpra a sentença que prevê a suspensão de seus direitos políticos por oito anos. A condenação foi imposta em uma ação por improbidade administrativa relacionada ao desvio de recursos públicos. A situação também tem repercussão eleitoral diante das eleições de 2026.

Portanto, a possibilidade de participação de Garotinho no processo eleitoral depende dos efeitos da decisão e da análise da Justiça Eleitoral sobre sua situação jurídica.

Com a determinação, Garotinho fica submetido aos efeitos previstos na sentença durante o período estabelecido pela Justiça. A suspensão dos direitos políticos impede, entre outras consequências, o exercício de mandato eletivo enquanto a medida estiver em vigor.