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Empreendedores: pilares da economia brasileira e principais vítimas da burocracia

O Brasil é um país rico em cultura, recursos e povo, mas ainda sim, insiste em destruir caminhos de prosperidade. Afinal, nada adianta ter um país rico e um povo pobre

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Empreendedorismo Magnific

Quantas vezes você já assistiu um jornal que continha notícias valorizando o esforço do empreendedor no Brasil? E quantas vezes você já viu um vídeo afirmando, de forma velada ou explícita, que os empresários são vilões da sociedade? Saiba que você não está sozinho em perceber a disparidade na abordagem de ambos assuntos. Atualmente, sair de casa sem saber se conseguirá vender todo estoque até o fim do mês, ou se o lucro realmente vai pagar as contas, é algo comum entre pessoas que buscam prosperar no país. E o pior de tudo: muitas vezes as travas vêm exatamente do Governo.

Segundo levantamento do Serasa Experian, empresas encerraram 2025 com R$ 213 bilhões em dívidas e inadimplência, o maior patamar já registrado. Não basta o brasileiro pagar uma carga tributária extremamente alta; agora, muitos também não conseguem manter seus empreendimentos por causa dos juros elevados. A real dificuldade? A burocracia que sufoca quem quer sair da CLT, esmaga quem quer sair da baixa renda e absorve a energia de quem tem sonhos.

Quando uma das principais fontes de arrecadação do Estado — as micro e pequenas empresas — fecha as portas, quem paga essa conta? No Brasil, atualmente temos mais de 25 milhões de empresas ativas, sendo mais de 13 milhões delas Microempreendedores Individuais (MEI). Quem cria empregos nas lojinhas de bairro não é o grande empresário, mas o pequeno empreendedor que abre as portas todos os dias sem garantia de lucro ou sequer a certeza de que conseguirá pagar o funcionário no fim do mês. Então, por que o Governo insiste em manter o empresário sufocado?

Cada empresa que fecha representa menos empregos, menos renda na economia e menos arrecadação para o próprio Estado. Ainda assim, a resposta que o empreendedor costuma receber é a mesma: mais impostos, mais burocracia e mais insegurança jurídica. Em vez de criar um ambiente favorável para quem produz, empreende e investe tempo em um sonho, opta-se por tratar o empreendedor como um problema a ser controlado, e não como um parceiro fundamental para o desenvolvimento do país.

O maior inimigo do pequeno empreendedor nem sempre é a concorrência, mas a burocracia. Abrir uma empresa, conseguir alvarás, cumprir obrigações fiscais sem cometer nenhum erro, emitir documentos muitas vezes inúteis e acompanhar uma legislação complexa como a do Brasil, exige tempo e recursos que muitos pequenos negócios simplesmente não possuem. Em vez de facilitar a vida de quem produz riqueza, o Estado cria um montante de exigências que muda a rota do empreendedor de sua principal função: empreender, gerar empregos e movimentar a economia.

Imagine um corredor que participa de uma maratona com uma mochila cheia de pedras. É uma metáfora perfeita para ilustrar o que acontece quando o Estado impõe uma burocracia excessiva e transforma quem gera emprego em alvo constante de mudanças e exigência inúteis. Afinal, uma corrida cheia de barreiras e dificuldades faz a linha de chegada parecer impossível.

O problema é que a dificuldade nunca pune apenas o empresário. Ela também pune quem procura um emprego para tentar uma nova vida, quem sonha em abrir o próprio negócio para ter uma melhor qualidade no dia a dia e quem depende de um emprego próximo de casa para passar menos tempo no transporte público. Na prática, o prejuízo é coletivo e afeta quem só queria prosperar honestamente. Simplificar processos, reduzir exigências desnecessárias e oferecer segurança jurídica não beneficia apenas empresários, mas toda a sociedade.

O maior problema não está na empresa que fechou, mas na empresa que sequer conseguiu ser aberta, no emprego que não foi gerado, na família que não conseguiu um trabalho perto de casa, ou no CLT que nunca conseguiu realizar seu sonho porque foi sufocado por um sistema que insiste em tratá-lo como inimigo, impondo alvará sobre alvará, burocracia sobre burocracia. O Brasil é um país rico em cultura, recursos e povo, mas ainda sim, insiste em destruir caminhos de prosperidade. Afinal, nada adianta ter um país rico e um povo pobre.

João Pedro Porto é fundador da Frente Parlamentar pela Educação Livre e líder Livres no Distrito Federal

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