Complexidade do território e imensa rede de túneis desafiam invasão de Israel em Gaza por terra
O grupo palestino Hamas possui possivelmente a maior rede de túneis do mundo. As conexões são comparáveis a linhas de metrô de grandes cidades. Apenas a Coreia do Norte teria um sistema secreto semelhante. Estima-se que a rede na Faixa de Gaza tem cerca 1.300 pontos de conexão e percorre cerca de 500 km. Algumas das passagens podem estar a até 70 metros de profundidade. A inteligência do Exército de Israel tem monitorado as mudanças deste mapa subterrâneo operado pelo Hamas. Dados recentes das Forças de Defesa sugerem que a maioria dos túneis tenha dois metros de altura e dois metros de largura, espaço suficiente para um homem adulto caminhar, porém o deslocamento de tropas é dificultado. Neste sentido, a operação terrestre de Israel em Gaza não conseguiria utilizar o sistema subterrâneo como instrumento de invasão. As galerias do Hamas são de alvenaria, iluminadas e com ventilação. Especialistas em táticas de guerrilha apostam na possibilidade dos mais de 200 reféns serem mantidos no sistema de túneis.
As vias subterrâneas forma construídas inicialmente para contrabandear mercadorias entre Gaza, Egito e Israel. Com o aumento da vigilância aérea israelense em Gaza, o Hamas começou a investir na expansão da rede subterrânea. Em uma operação militar de 2014, o exército israelense teve as primeiras noções da real extensão dos túneis do Hamas. Desde então, o governo passou a montar barreiras que avançam no subsolo para impedir o acesso por túneis ao lado israelense. Ao todo, já são 9.103 mortos por causa da guerra, 1.400 em Israel e o Ministério da Saúde de Gaza atualizou, neste sábado, para 7.703 o número de pessoas morreram que na Faixa de Gaza. Segundo o ministério, mais de 3.500 crianças estão entre as mortes registradas desde o início da guerra.
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