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Thiago Uberreich

Vitória sobre a Croácia, em 2018, garantiu o bicampeonato da França em final histórica

Desde 1970, um campeão do mundo não marcava quatro gols na decisão da Copa.

Thiago Uberreich

Atual campeã do Mundo, a França de Griezmann, Pogba e Mbappé é uma das favoritas ao título da Liga das Nações
Griezmann, Mbappé e Pogba comemoram título da França na Copa EFE

A decisão do mundial de 2018 merece um lugar na galeria de partidas inesquecíveis: foi um jogo aberto, decidido no tempo normal, e com o maior número de gols desde a decisão de 1966, na Inglaterra. Desde 1970, quando o Brasil goleou a Itália por 4 a 1, um campeão não marcava quatro gols no duelo decisivo. Foi uma final inédita e que garantiu a quarta Copa consecutiva para uma seleção europeia. Depois de Pelé, Mbappé foi o jogador mais novo a marcar gol na finalíssima. O técnico francês, Didier Deschamps, igualou as marcas de Zagallo e de Beckenbauer ao se tornar campeão como jogador e técnico. Foi a partida de número 900 da história dos mundiais. 

FRANÇA 4×2 CROÁCIA – Estádio Luzhniki (Moscou) 15.07.2018
França: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Kanté (N’Zonzi), Pogba, Mbappé, Griezmann e Matuidi (Tolisso); Giroud (Fekir).
Técnico: Didier Deschamps
Croácia: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pjaca); Brozovic, Rakitic, Rebic (Kramaric), Modric e Perisic; Mandzukic.
Técnico: Zlatko Dalić
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina) Assistentes: Hernán Maidana e Juan Belatti (ambos da Argentina)
Gols: Mandzukic (contra) (17), Perisic (27) e Griezmann (37) no primeiro tempo; Pogba (13), Mbappé (19) e Mandzukic (23) na etapa final. Público: 78.000

A torcida presente Estádio Luzhniki e os bilhões de telespectadores no planeta viram o primeiro gol do jogo aos 17 minutos da etapa inicial. Griezmann cobrou falta e, no trajeto para a área, a bola resvalou na cabeça de Mandzukic: 1 a 0 para a França. A valente Croácia empatou dez minutos depois: Perisic chutou forte no canto esquerdo de Lloris. Aos 37, o VAR confirmou toque de mão na área croata e o árbitro argentino marcou pênalti, convertido por Griezmann. No segundo tempo, a Croácia foi para cima e sofreu com os contra-ataques em velocidade da França. Aos 13 minutos, Mbappé invadiu a área, cruzou para Griezmann que dominou e tocou para Pogba. De fora da área, o jogador chutou em cima de um adversário, mas aproveitou a sobra para mandar um “foguete” no canto direito de Subasic: 3 a 1. Aos 19 minutos, Mbappé recebeu e chutou rasteiro de fora da área e a bola entrou de mansinho no canto direito da meta croata: goleada de 4 a 1. Mandzukic ainda diminuiu aos 23 minutos, depois de uma falha de Lloris. O goleiro saiu jogando errado em uma bola recuada e foi vencido pelo adversário: 4 a 2, placar final! Depois de 20 anos, a Copa voltava para as mãos dos “azuis”. 

A cerimônia de entrega da taça ocorreu debaixo de um temporal. O capitão Lloris entrou para a história como o quarto goleiro a erguer o troféu. A manchete do jornal francês L’ Equipe sobre o bicampeonato foi a seguinte: “De outro mundo”. Em 64 jogos, foram marcados 169 gols, média de 2,64 por partida. Por apenas três gols, o recorde das Copas de 1998 e 2014, com 171, não foi superado. Apenas uma partida terminou empatada por 0 a 0. Realmente foi uma Copa “De outro mundo”.

Ouça agora os gols da partida que garantiu o segundo título da França na história. A narração é de Nílson César.