‘Ucrânia recuperou 2.500 km² de território desde final de setembro’, afirma Zelensky
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou nesta sexta-feira, 7, que seus soldados conseguiu libertar 2.500 km² desde o início da última contraofensiva. “Apenas nesta semana, nossos soldados libertaram 776 km² de território no leste de nosso país e 29 cidades, incluídas seis na província de Luhansk”, disse em seu discurso diário publicado nas redes sociais. “No total, já foram libertados 2.434 km² de nosso território e 96 localidades desde o início desta ofensiva”, acrescentou. Desde setembro, as tropas ucranianas têm tido ganhos na guerra que já se aproxima dos oito meses. No final do mês, após Vladimir Putin anunciar a anexação de quatro regiões: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia, a Ucrânia intensificou sua contraofensiva e conseguiu recuperar alguns territórios das regiões anexadas, inclusive expulsaram as tropas russas no dia seguinte a festa de anexação realizada em Moscou. Esse anúncio de Zelesky vem no mesmo dia em que as forças russas reivindicaram suas primeiras conquistas no leste da Ucrânia após uma série de derrotas em várias frentes.
Moscou, por sua vez, anunciou que conquistou três cidades no leste da Ucrânia depois de ter perdido milhares de quilômetros quadrados em várias frentes nas últimas semanas. Separatistas pró-russos que lutam ao lado das forças de Moscou na Ucrânia disseram ter tomado as cidades de Otradivka, Vesela Dolina e Zaitseve. O Ministério da Defesa russo já havia anunciado a captura de Zaitseve no dia anterior, em seu relatório diário. Os três municípios estão localizados ao sul da cidade de Bakhmut, controlada pelas forças ucranianas na região de Donetsk e que o Exército russo tenta conquistar há meses. Contudo, Kiev parecia manter suas posições e pediu aos soldados russos que se rendam. O ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, em uma demonstração de confiança após uma série de sucessos alcançados durante sua contraofensiva, prometeu garantir “a vida, a segurança e a justiça” dos militares russos que optarem por se render. “Eles ainda podem salvar a Rússia da tragédia e o exército russo da humilhação”, ou então “permanecerem na memória como ladrões, estupradores e assassinos”, lançou, depois que várias derrotas no front pressionaram o presidente russo, Vladimir Putin, a mobilizar centenas de milhares de reservistas.

*Com informações da AFP
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