FHC e outros ex-presidentes latinos pedem isolamento da Nicarágua e suspensão do país da OEA
Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Laura Chinchilla, da Costa Rica, Ricardo Lagos, do Chile, Juan Manuel Santos, da Colômbia, e o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA), defenderam o isolamento do regime da Nicarágua, após a vitória de Daniel Ortega no pleito realizado neste domingo, 7. A declaração conjunta, divulgada nesta segunda-feira, também pede a suspensão do país da Organização dos Estados Americanos (OEA). O grupo ainda solicita que Estados Unidos, Canadá, União Europeia e países da América Latina denunciem “com firmeza o caráter antidemocrático do ato eleitoral e convoca que não seja feito o reconhecimento do resultado das eleições deste domingo”. A declaração chama todos os governos da região para que “assumam a gravidade dos fatos”, e ainda recomenda que a situação do país seja colocada como tema prioritário da próxima Assembleia Geral da OEA.
Mais cedo, o Conselho Supremo Eleitoral da Nicarágua divulgou que Ortega estava reeleito com 74,99% dos votos, com 49,25% das urnas apuradas, o que representava uma expressiva margem de diferença para os demais concorrentes. Ele está no poder desde 2007 e assume o quinto mandado presidencial em meio a questionamentos sobre a legitimidade do pleito, após a prisão de sete pré-candidatos de oposição. Além disso, houve a eliminação de três partidos políticos, o impedimento de observação externa e a criação de leis que restringiram a participação. “O resultado foi o esperado: a reeleição ilegítima de Daniel Ortega para um quarto mandato consecutivo, e sua intenção de se perpetuar de maneira indefinida no poder”, diz a nota. “Há quatro décadas o povo da Nicarágua empreendeu um caminho de resgate da democracia, após longos anos sob uma ditadura opressiva extrema. Hoje, aqueles sonhos estão sufocados por um presidente que, instalado no poder, assumiu o mesmo caminho e impede a população de eleger com plena liberdade. Diante disso, os povos e governos da América Latina não podem ser indiferentes”, completa.
*Com informações da EFE
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