Roberto Jefferson é condenado a pagar R$ 300 mil a Eduardo Leite
O ex-deputado federal e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson foi condenado a pagar indenização de R$ 300 mil por ofensas homofóbicas contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). O valor será destinado ao Fundo de Reconstituição dos Bens Lesados, do Ministério Público do Estado (MP-RS). Ainda cabe recurso. “Enquadradas como homofóbicas as falas do demandado, equiparável ao crime de racismo, cumpre indenizar a coletividade atingida”, diz um trecho da decisão assinada pelo juiz Ramiro Oliveira Cardoso, da 16ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre.
Jefferson foi condenado por afirmar, em entrevista à Rádio Bandeirantes, em março deste ano, o tucano de “viado”. A ofensa homofóbica foi proferida quando o ex-parlamentar, preso no escândalo do Mensalão, fez críticas às medidas restritivas contra o novo coronavírus adotadas por Leite. “É uma absoluta vergonha, né, esse rapaz, o que está fazendo no Rio Grande do Sul. Tem uma vocação ditatorial absolutamente imoral, indigna, incorreta, não é? Uma coisa narcisista, doentia, uma coisa assim viciada, não é? Eu diria até que não é uma coisa varonil, você pegar uma vendedora de sorvete, espancar, prender, não é uma coisa varonil, não é uma coisa de um homem viril, não é? Eu diria até que é coisa de viado. Eu diria até para você Milton que isso é coisa de viado. Não sei como é o comportamento dele, mas eu diria que é um
típico papel de viado, não é um papel de homem, esse ódio ao povo, ódio à família”, afirmou o cacique do PTB.
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Eduardo Leite assumiu a homossexualidade em julho deste ano, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo. “Eu sou gay. E sou um governador gay, não sou um gay governador”, disse. Roberto Jefferson foi preventivamente preso no dia 13 de agosto, no âmbito do inquérito que apura os ataques à democracia e às instituições. Na decisão que deferiu o pedido de prisão formalizado pela Polícia Federal (PF), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ex-deputado “faz parte do núcleo político” de uma organização criminosa “que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas”.
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