Carnaval 2023: Rosas de Ouro e Tatuapé são destaques da primeira noite de desfiles; Barroca sofre com forte chuva
Sete escolas do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo agitaram o Sambódromo do Anhembi ao longo da madrugada deste sábado, 18. Os grandes destaques foram a Acadêmicos do Tatuapé e o Rosas de Ouro. O primeiro desfile da noite foi da Independente Tricolor, que falou sobre a estratégia e relembrou grandes batalhas históricas, com homenagens a gregos e romanos. Entretanto, o visual ficou aquém do que foi apresentado pelo restante do grupo. Em seguida, veio a Acadêmicos do Tatuapé, que homenageou a história e a cultura da cidade de Paraty. Com visual impecável e canto forte, a escola agitou o Anhembi, se colocando como candidatas pela ponta da tabela. A terceira escola a entrar na avenida foi o Barroca Zona Sul, que homenageou o povo guaicuru. O desfile foi seguro e a comunidade cantou o samba, mas a forte chuva que atingiu o Sambódromo do Anhembi durante a apresentação. Curiosamente, a chuva acabou no fim do desfile, com a escola sendo a única a enfrentar o temporal. Em seguida, foi a vez da Vila Maria sacudir a avenida com uma homenagem ao bairro e à própria escola. A comunidade abraçou o samba e a bateria brilhou. Apesar disso, o visual misto e a composição abaixo da média podem comprometer uma briga na ponta da tabela.
Em seguida veio o Rosas de Ouro, que cantou as lutas do povo negro. Um dos destaques foi a comissão de frente, que representou um navio negreiro. Homenagens a figuras negras da história do Brasil, como Glória Maria e Pelé, também marcaram o desfile. Na sequência, foi a vez de a Tom Maior entrar em cena, com uma homenagem às mães pretas ancestrais. Um dos pontos curiosos foi uma grande ala, com mais de 100 componentes homenageando as orixás femininas. Mesmo com um samba forte, a escola ficou abaixo das concorrentes, mas não deve ter sustos na apuração. Por fim, a Gaviões da Fiel entrou na avenida com o sol raiando para falar sobre a fé e o respeito a todas as crenças. Com muito apoio das arquibancadas e com uma mensagem importante sobre intolerância religiosa, a escola não empolgou tanto quanto Rosas e Tatuapé, ficando atrás pela disputa
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