‘Em hipótese nenhuma’, diz Maia sobre recriação da CPMF pelos deputados
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou a fala de Jair Bolsonaro de que a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não será reimplantada pela Casa. A afirmação foi feita pelo deputado nesta segunda (12) durante um evento com empresários em São Paulo.
“Nós não vamos retomar a CPMF na Câmara em hipótese nenhuma”, disse. “Nós comandamos o fim da CPMF em 2007, eu era presidente do DEM na época e não vai ser na minha presidência que eu vou recriar esse imposto. Vamos ter que encontrar uma solução para a simplificação do sistema em outro ambiente”.
Na sexta (9), Bolsonaro já havia negado ter intenção de recriar o chamado “imposto do cheque”. “Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia, facilitar”.
O debate sobre o retorno da taxa, extinta ainda no governo Lula, ocorre em meio à proposta do governo de reformar o sistema tributário. A proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, vai ser uma mescla entre os projetos que já tramitam no Congresso.
O texto do governo vai ser composto de um tripé que inclui a reforma do Imposto de Renda para pessoas físicas e jurídicas, a desoneração da folha de salários e a criação do IVA federal, um imposto único que substituirá PIS, COFINS, IPI e parte do IOF.
Maia afirmou que pretende elaborar o texto da reforma ainda neste semestre, mas que está avaliando as posições de “outros atores” para chegar um consenso sobre a melhor proposta.
“Tem outros atores que influenciam o plenário, com interesses legítimos”, disse o presidente da Câmara. “Na Previdência eu já conhecia, mas agora nós teremos que ouvir as demandas e construir com estados e municípios uma proposta que melhore e simplifique o sistema de tributação no Brasil”.
Com informações da repórter Marcela Lourenzetto
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