FAB investiga se militar preso por transportar cocaína passou por raio-x
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (27), o porta-voz do Comando da Aeronáutica, Major Aviador Daniel Rodrigues Oliveira, informou que a investigação do sargento preso por transportar 39 kg de cocaína no avião da Força Aérea Brasileira (FAB), feita pelo Inquérito Penal Militar (IPM), irá apurar se a tripulação passou por algum tipo de inspeção antes de entrar na aeronave.
De acordo com ele, os voos da FAB, em geral, passam por procedimentos de segurança, como raio-x, mas “que isso depende da infraestrutura de cada aeroporto”. Oliveira não quis comentar, no entanto, se neste voo em específico o sargento foi inspecionado e respondeu somente que essas informações “correm em sigilo”.
“Todo embarque em voo com o presidente da República realizado na Estação de Autoridades da ALA 1 conta com o apoio de equipamento de raio-x, sendo todas as malas e bagagens de mão efetivamente verificadas, inclusive a dos tripulantes dessa aeronave. Os procedimentos de verificação são executados pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República”, afirmou.
Ele explicou, entretanto, que como a aeronave em que viajou o militar era de apoio à missão presidencial, o GSI não teve ingerência sobre os procedimentos de segurança de embarque. Por isso, as medidas de segurança adotadas “estão sendo apuradas pelo IPM instaurado”.
“Medidas de prevenção a esse tipo de ilícito são adotadas regularmente. Em vista do ocorrido, essas medidas serão reforçadas”, completou.
O prazo para a conclusão do inquérito é de 40 dias, prorrogável por 20 dias. Se o sargento for condenado, será expulso das Forças-Armadas.
Ministro disse que não há efetivo para esquema de vigilância
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, afirmou que todos os que entram no avião presidencial têm a mala revistada, inclusive o presidente da República, mas que não há “efetivo” para manter o esquema de vigilância por todo o tempo.
“Todo mundo tem a sua mala revistada, inclusive nós, a do presidente da República, a do ajudante de ordem. O que vocês têm que entender é que esse sargento era da comissaria, ele chega muito antes. Você não tem efetivo para manter todo tempo um esquema de vigilância”, disse o general.
O ministro da GSI descartou a possibilidade de mudar algo na segurança do próprio presidente. Segundo ele, a Força Aérea Brasileira (FAB) já se posicionou sobre o tema para corrigir o esquema de segurança, mas o GSI não atuará na questão.
Bolsonaro não estava no avião
O major Oliveira assegurou ainda que o sargento não integrava, em nenhum momento, a tripulação da aeronave presidencial que transportava Jair Bolsonaro. Segundo ele, o avião em que estava o militar, como passageiro, pousou em Sevilha e somente depois seguiu para o Japão.
“Assim, o militar em questão não integraria, em nenhum momento, a tripulação da aeronave presidencial, uma vez que o retorno da aeronave que transporta o presidente da República não passará por Sevilha, mas por Seattle, Estados Unidos”, explicou.
Oliveira informou também que o consulado-geral do Brasil em Madri disse que já manteve contato telefônico com o acusado e com seus familiares no Brasil, e destacou um vice-cônsul para manter contato com as autoridades policiais e judiciárias e visitar o militar detido, a fim de acompanhar sua situação. Um advogado de defesa já foi designado pelo Estado espanhol.
Assuntos
continue lendo
Notícias
Lula derrota família Bolsonaro pela segunda vez
Com vantagem no 1º turno, Flávio Bolsonaro recebeu 48%
- Engenheiro é espancado após ato pró-Lula no litoral de SP e fica em coma induzido Estadão Conteúdo · há 6 horas
- TRE-BA revoga ordem de prisão contra secretário de Mobilidade de Salvador Jovem Pan · há 11 horas
- Com chance de chuva, São Paulo terá temperaturas de até 20°C nesta segunda-feira Jovem Pan · há 12 horas
- Justiça de SP rejeita prisão de secretário de mobilidade e presidente da SPTrans Jovem Pan · há 1 dia