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Brasil

‘Jamais tratei temas sensíveis via celular’, diz Bolsonaro após anúncio de invasão

Polícia Federal informou ao presidente de que seu aparelho também teria sido atacado por grupo de hackers

Felipe Neves

O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta quinta (25), a informação dada pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça de que seu próprio celular teria sido alvo de hackers. Segundo ele, no entanto, “jamais” foram tratados temas sensíveis e de segurança nacional pelo aparelho.

“Por questão de segurança nacional, fui informado de que meus celulares foram invadidos pela quadrilha presa na terça, 23. Um tentado grave contra o Brasil e suas instituições. Que sejam duramente punidos! O Brasil não é mais terra sem lei”, escreveu o presidente no Twitter. “Por oportuno, informo que jamais tratei temas sensíveis ou de segurança nacional via celular.”

A invasão do aparelho de Bolsonaro foi informada após a prisão feita pela PF de quatro suspeitos de atacar os celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato em Curitiba.

De acordo com a PF, a operação, chamada de Spoofing, mira uma “organização criminosa que praticava crimes cibernéticos” e “as investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias” das infrações praticadas. Os agentes também investigam uma suposta invasão no celular do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O advogado de Walter Delgatti Neto, um dos suspeitos, ainda informou que a intenção dele era vender as mensagens vazadas para o PT. Ariovaldo Moreira afirmou que o cliente, conhecido como Vermelho, “tem uma certa afinidade com o Partido dos Trabalhadores.” Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, ele é filiado ao Democratas desde 2007.