Lava Jato critica fala de Bolsonaro e cita ‘forças poderosas’ contra a operação
Os membros do Ministério Público Federal (MPF) integrantes da força-tarefa da Lava Jato no Paraná lamentaram nesta quinta-feira, 8, a fala do Presidente da República sobre ter “acabado” com a operação. Em discurso na noite de ontem, Jair Bolsonaro garantiu que não atua pelo fim da Lava Jato, mas que ele “acabou” com a força-tarefa, pois “não existe mais corrupção no governo”. “É uma satisfação dizer para essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava Jato, eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção nesse governo. Sei que não é virtude, é obrigação”, disse. Para os procuradores, o discurso indica “desconhecimento sobre a atualidade dos trabalhos e a necessidade de sua continuidade e, sobretudo, reforça a percepção sobre a ausência de efetivo comprometimento com o fortalecimento dos mecanismos de combate à corrupção”.
“O apoio da sociedade, fonte primária do poder político, bem como a adesão efetiva e coerente de todos os Poderes da República, é fundamental para que esse esforço continue e tenha êxito. Os procuradores da República designados para atuar no caso reforçam o seu compromisso na busca da promoção de justiça e defesa da coisa pública, papel constitucional do Ministério Público, apesar de forças poderosas em sentido contrário”, destacou em nota. Os membros da força-tarefa ainda apontaram que a operação é “uma ação conjunta de várias instituições de Estado no combate a uma corrupção endêmica e, “conforme demonstram as últimas fases dos trabalhos, ainda se faz essencialmente necessária”.
[jp-related-posts ids=”988877,988641,988557″]
Operação na Petrobras
Nesta quarta-feira, a Polícia Federal (PF) cumpriu três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro pela 76ª fase da Operação Lava Jato. As ações buscam aprofundar investigação que apura pagamento de propina e práticas criminosas cometidas na diretoria de Abastecimento da Petrobras, especificamente na Gerência Executiva de Marketing e Comercialização. As apurações sobre casos de propina na estatal tiveram início após a Operação Sem Limites, deflagrada em 2018, na 57ª fase da Operação Lava Jato. Na época, foram cumpridos mandados de prisão, buscas e apreensão contra integrantes da organização criminosa, responsável por crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras. Após as ações, executivos de empresas estrangeiras investigadas celebraram acordos de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e delataram que funcionários da Petrobras recebiam vantagens indevidas para favorecer negociações de compra e venda de bunker e diesel marítimo. Além disso, segundo as investigações, os empregados também dividiam os valores de propina com agentes públicos da Gerência Executiva de Marketing e Comercialização.
Assuntos
continue lendo
Política
Bolsonaro sofre com cansaço e fadiga devido ao clima seco, diz médico
Em relatório, Brasil Caiado disse que o ex-presidente foi orientado a reduzir atividades físicas e aumentar o consumo de água, e já teve boa resposta
- Relações Rússia-Brasil se desenvolvem com sucesso, diz Putin em mensagem a Lula sobre 7/9 Estadão Conteúdo · há 7 minutos
- Frio de 5,9°C em Campos do Jordão e noite gelada em SP; veja as menores temperaturas Estadão Conteúdo · há 1 hora
- Como explicar a história do 7 de setembro para crianças na escola de forma lúdica Jovem Pan · há 6 horas
- IBGE disponibiliza a partir do dia 7 de setembro mapas-múndi inéditos Agência Brasil · há 12 horas