Presidente do STJ diz a Guedes que reajuste do judiciário ‘não gera impacto no orçamento’
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, disse ao futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que “o reajuste do judiciário não vai gerar impacto no orçamento” brasileiro. Eles e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, almoçaram juntos nesta terça-feira (20), em Brasília.
“O orçamento está congelado, é um realinhamento de verbas”, indicou. Segundo Noronha, Paulo Guedes “em princípio” chegou ao encontro com posição contrária ao reajuste, porque não tinha “uma série de informações”. “Eu, se fosse o Guedes, seria contra. Ministro da economia não quer gasto, mas essa é uma questão política.”
No encontro, Noronha aproveitou para sustentar que a vinculação do reajuste – aprovado no Congresso – ao salário de servidores estaduais e municipais é “uma papagaiada”. Ele ainda declarou que cada região tem que fazer sua própria lei de remuneração e o salário do STF é um teto, o que não significa que todos os estados mudem seus valores.
“Mostrei que esse negócio do efeito vinculante é uma papagaiada. Não pode querer transferir os problemas dos Estados para a União. Os Estados têm que ter responsabilidade. Se não têm condições de dar o aumento, que não deem”, afirmou. Também participaram da reunião os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carrero e José Múcio.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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