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Beatriz Manfredini

Lula prioriza SP e quer abrir campanha à reeleição em São Bernardo

Com isso, presidente deve desembarcar três vezes no maior colégio eleitoral do país em apenas um mês

Beatriz Manfredini

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da sessão de abertura do fórum Um Projeto de Brasil, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2024
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende repetir a estratégia adotada na eleição de 2022 e dar o pontapé inicial da campanha à reeleição em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. A expectativa é realizar o primeiro ato de campanha no dia 16 de agosto, data em que a legislação eleitoral passa a permitir oficialmente os eventos de campanha.

O local escolhido é o Estádio Municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Segundo fontes ouvidas pela coluna, os preparativos para a locação do espaço estão em fase final e dependem apenas da assinatura do contrato.

Com isso, Luiz Inácio Lula da Silva deverá cumprir três agendas em São Paulo em menos de um mês. A primeira está prevista para 25 de julho, em Campinas, durante a convenção de Fernando Haddad (PT). Depois, no dia 2 de agosto, participa da convenção nacional do PT, quando deve ser oficializado como candidato à reeleição junto à Geraldo Alckmin (PSB). Por fim, em 16 de agosto, deve realizar o lançamento da campanha em São Bernardo do Campo.

O município é considerado um reduto histórico de Lula. Em 2022, o presidente iniciou a campanha na fábrica da Volkswagen, em um ato realizado no chão de fábrica do ABC Paulista, região onde construiu sua trajetória sindical e política.

A escolha de São Paulo reforça o peso do estado na estratégia eleitoral do PT. A candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista foi definida com o objetivo de garantir um palanque forte para Lula. Como mostrou a coluna, porém, há preocupação entre aliados com a possibilidade de o presidente ficar sem protagonismo no segundo turno no estado, diante da concentração da disputa entre Haddad e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem aparecido com vantagem nas pesquisas.

A decisão também representa uma mudança nos planos da campanha petista. Inicialmente, a intenção era lançar a campanha no Ceará, mas a estratégia foi revista e o evento foi transferido para São Paulo.