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Bruno Pinheiro

Advogado de Silveira pede que gabinete do STF pague passagem e hotel caso seja incumbido de entregar arma

O advogado Paulo Faria, que representa Silveira, destaca no ofício que, caso lhe seja atribuída a responsabilidade de devolver a pistola, é necessário que o gabinete custeie todas as despesas

Bruno Pinheiro

ex- deputado federal Daniel Silveira
Daniel Silveira volta a ser preso pela PF por descumprir medidas cautelares WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A defesa do ex-deputado Daniel Silveira protocolou um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em busca de esclarecimentos sobre o processo de entrega de uma pistola .380, registrada em nome do político. Em um documento obtido pela reportagem, a defesa ressalta a falta de clareza sobre quem deve realizar a entrega da arma e o local específico para essa ação. Além disso, a defesa afirma que não possui porte ou posse de arma, o que inviabiliza sua capacidade de transitar com o armamento.

O advogado Paulo Faria, que representa Silveira, destaca no ofício que, caso lhe seja atribuída a responsabilidade de devolver a pistola, é necessário que o gabinete custeie todas as despesas envolvidas. “Se o ato for incumbido a este advogado, requer-se a disponibilização de passagem aérea, hospedagem, transporte local e escolta policial em veículo blindado para a execução da tarefa, com todos os custos arcados pelo gabinete”, diz o documento.

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Além disso, a defesa solicita que o Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro seja notificado para que esteja ciente da situação envolvendo o acautelamento da arma” diz o documento. O ministro Alexandre de Moraes estipulou um prazo de 48 horas, numa decisão divulgada nesta quarta-feira (15), para que a defesa de Silveira apresente à Justiça a pistola .380.

Essa determinação veio após o recebimento, no dia 3 deste mês, de um ofício do Exército, que informou à Corte que Silveira possuía uma arma registrada na Polícia Militar do Rio de Janeiro. O Exército também esclareceu que, neste caso, a responsabilidade recai sobre o Comandante-Geral da PM do Rio para cumprir a decisão judicial.

Divulgação/Defesa de Daniel Silveira

(Divulgação/Defesa de Daniel Silveira)

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