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Bruno Pinheiro

Cotado para Agricultura, Balbinotti diz que discussão sobre ministério fica para depois da eleição

A cotação ocorre num momento em que aliados de Flávio começam a discutir, ainda de forma reservada, nomes capazes de representar setores estratégicos

Bruno Pinheiro

Odílio Balbinotti Filho (à esq.) e José Medeiros (à dir.)
Odílio Balbinotti Filho (à esq.) e José Medeiros (à dir.) Bruno Pinheiro/Jovem Pan

Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito José Medeiros (PL-MT) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, ganhou espaço nas conversas sobre a montagem de um eventual governo do candidato do PL e é citado para o Ministério da Agricultura.

A cotação ocorre num momento em que aliados de Flávio começam a discutir, ainda de forma reservada, nomes capazes de representar setores estratégicos e estados que deram sustentação política à campanha. No caso de Balbinotti, pesam a ligação direta com o agronegócio, a atuação na campanha e a importância de Mato Grosso para o setor.

Em entrevista à Jovem Pan, ele evitou antecipar qualquer negociação.

“Eu acho que o momento agora é a campanha do Flávio. Nós precisamos eleger o Flávio para promover as mudanças que o país precisa”, afirmou.

Balbinotti disse que uma eventual composição ministerial só deverá ser discutida depois do segundo turno.

“Quanto à questão de discussão de ministérios, eu acho que vai ter um momento oportuno. O momento oportuno é logo depois da eleição”, disse.

Empresário do setor de sementes, Balbinotti ampliou sua presença política ao assumir a coordenação da campanha de Flávio em Mato Grosso e integrar, como primeiro suplente, a chapa de José Medeiros ao Senado.

Ao ser questionado sobre a Agricultura, não descartou o posto.

“Honrado do meu nome estar sendo lembrado. Mato Grosso é o maior produtor agrícola do país e isso é normal que pessoas do Mato Grosso sejam lembradas”, afirmou.

E completou: “Sou do agro. E ficaria muito honrado com o convite, lógico.”

A eventual indicação também serviria para aproximar um governo Flávio de uma das principais bases políticas e econômicas da direita. Por enquanto, porém, Balbinotti trata a discussão como assunto para depois das urnas.

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