Governo aciona ‘bombeiros’ após rejeição a Messias e cogita indicá-lo ao Ministério da Justiça
Fontes do governo Lula confirmaram à Jovem Pan, nesta segunda-feira (4), que “bombeiros” foram acionados para apagar o incêndio político instalado após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo um interlocutor do Palácio do Planalto, os articuladores responsáveis pelo trabalho de contenção de danos já discutem uma compensação para Messias: a chefia do Ministério da Justiça. Movimento que, nos bastidores, é descrito como uma forma de “contemplá-lo” dentro da estrutura federal.
A pasta é atualmente comandada por Wellington César, que tomou posse em janeiro e ainda está em processo de composição de sua equipe.
A mudança, conforme a avaliação de aliados, cumpriria um duplo papel estratégico: preservaria a imagem pública de Messias e o manteria em evidência para uma eventual nova indicação à Suprema Corte no futuro. No comando da Justiça, ele também atuaria junto ao STF para reduzir a resistência ao seu nome no Judiciário abrindo caminho para uma segunda tentativa.
Os mesmos bombeiros, porém, têm outro foco de incêndio a controlar: a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontado nos bastidores do Planalto como um dos principais articuladores contra a indicação de Messias.
Em Brasília, um novo elemento alimentou o suspense nesta segunda. Uma reunião entre o presidente Lula e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, agendada para as 15h no Palácio do Planalto, tornou-se imediatamente motivo de especulação na Esplanada dos Ministérios e reforça os rumores de que uma reorganização na pasta pode estar mais próxima do que se imagina.
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