Nikolas Ferreira diz que trabalha para impedir votação do PL da Misoginia
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) subiu o tom contra o PL da Misoginia e afirmou, da tribuna da Câmara, que trabalha para que o texto sequer chegue a voto. No discurso, disse que a proposta serve para “controlar o que as pessoas falam”, acusou a esquerda de hipocrisia no tema e ironizou a produção legislativa da relatora Tabata Amaral (PSB-SP).
O parlamentar também alfinetou a primeira-dama Janja, que classificou o apelido “gastadeira” como misoginia: para o mineiro, se o projeto tem apoio dela, “ficou muito mais fácil votar não”.
O texto, que equipara a misoginia ao crime de racismo e já passou pelo Senado, teve urgência aprovada no plenário da Câmara em 1º de julho, por 293 votos a 158. Quase duas semanas depois, porém, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não pautou a votação, e organizações feministas fazem mobilização nacional pela apreciação antes do recesso, que começa no dia 18.
Tabata prevê votação nesta semana, conforme acordo no colégio de líderes, e diz que o desafio agora é combater a desinformação sobre a proposta. Nos bastidores, porém, a tendência é que o texto fique para depois do recesso, com risco de ser adiado para depois das eleições por falta de consenso.
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