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Economia

Desemprego cai a 5,3% e atinge menor taxa para julho desde 2012, diz IBGE

Taxa recuou 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril; informações foram divulgadas pelo instituto nesta quinta-feira (27)

Nícolas Robert

Carteira de Trabalho -desemprego
Desemprego cai a 5,3% e atinge menor taxa para julho desde 2012, diz IBGE Divulgação / Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. Em relação ao trimestre terminado em abril, a taxa recuou 0,5 ponto percentual.

O número de pessoas desocupadas também diminuiu. Foram 5,8 milhões de pessoas em busca de trabalho, 503 mil a menos do que no trimestre anterior, uma queda de 8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, o recuo foi de 299 mil pessoas, ou 4,9%.

De acordo com o IBGE, a população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior número registrado pela série histórica da pesquisa. O contingente cresceu 1% em relação ao trimestre anterior, com a entrada de 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho.

Na comparação anual, o número de ocupados aumentou 0,9%, o equivalente a 899 mil pessoas. Com isso, o nível de ocupação, que representa a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada, passou de 58,4% para 58,9% no trimestre.

Números do setor privado

O número de empregados no setor privado com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, também o maior contingente da série histórica. O total ficou estável tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado chegou a 13,8 milhões, alta de 3,6% no trimestre. Somados os trabalhadores com e sem carteira, o setor privado tinha 53,2 milhões de empregados, o maior número da série.

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O percentual era de 37,2% no trimestre encerrado em abril e de 37,8% no mesmo trimestre de 2025.

Rendimento médio chega a R$ 3.762

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.762, valor que ficou estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 3,3%.

A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, chegou a R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O montante cresceu 4,1% em um ano.

A pesquisa também apontou queda na população subutilizada, que reúne pessoas que trabalham menos horas do que poderiam, estão disponíveis para trabalhar ou procuram emprego, entre outros grupos. O contingente foi estimado em 14,9 milhões, recuo de 5,2% em relação ao trimestre anterior e de 7,7% na comparação anual.

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