Bolsa vai aos 106 mil pontos e fecha no maior nível desde março com euforia do acordo no Pacífico
O bom humor no mercado financeiro impulsionou o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, para acima dos 106 mil pontos no primeiro dia de negócios da semana, o melhor resultado para a B3 em nove meses. Nesta segunda-feira, 16, o pregão encerrou aos 106.492 pontos, com avanço de 1,63%. O Ibovespa não alcançava este índice desde 4 de março, quando fechou o dia aos 107.224 pontos. A euforia causada pelo noticiário internacional, principalmente com a formação do maior acordo de livre-comércio do mundo e a divulgação de que a vacina da Moderna alcançou é 94,5% eficaz contra o novo coronavírus, também favoreceu o câmbio brasileiro com o recuo de 0,69% do dólar, que fechou o dia cotado a R$ 5,437, Na mínima, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,367, e na máxima bateu 5,456. Na semana passada, a divisa fechou estável, com alta de 0,07%, a R$ R$ 5,475.
O investidores ficaram mais propensos ao risco após a confirmação de que quinze países da região do Pacífico, incluindo a China, Japão e Austrália, formaram a a Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, na sigla em inglês). A aliança é o maior acordo de livre-comércio da história, com uma população de aproximadamente 2 bilhões de pessoas e mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Além disso, a China divulgou o avanço de 6,9% da sua indústria em outubro, na comparação com o mesmo mês em 2019. O resultado informado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, na sigla em inglês) está acima do projetado pelos analistas de mercado e consolidam a retomada da recuperação do gigante asiático após a pandemia da Covid-19.
Já no noticiário local, os investidores ainda analisam os resultados dos pleitos municipais deste domingo e qual a extensão dos resultados nos negócios. Mais do que os candidatos eleitos, o mercado está na expectativa da retomada das votações no Congresso de pautas ditas como fundamentais para a estruturação da economia, como a segunda etapa da reforma tributária, além da da definição do orçamento para 2021 — que geralmente é votado no mês de setembro —, e dos gatilhos ao teto de gastos distribuídos nas PECs Emergencial e do Pacto Federativo. Na semana passada, líderes do governo no Congresso e membros da equipe econômica afirmaram que as tratativas com os deputados e senadores para destravar as discussões seriam retomadas após as eleições do primeiro turno.
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A notícia de que a Moderna desenvolveu um imunizante contra o novo coronavírus com eficácia de 94,5% também estimula os mercados, em contraste com a manutenção de medidas de isolamento social impostas na Europa e o avanço da segunda onda da pandemia nos Estados Unidos. O imunizante está na terceira fase dos testes clínicos, a última antes do aval das agências reguladoras para ser aplicada na população. Na semana passada, a Pfizer também mostrou dados preliminares que indicam 90% de eficácia do seu imunizante produzido em parceria com a BioNTech. Agora, os dois imunizantes são cotados para uso emergencial nos Estados Unidos já em dezembro com 60 milhões de doses disponíveis.
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