Cenário econômico favorável faz governo estudar a redução do subsídio do diesel
O governo está estudando diminuir o subsídio ao diesel, uma das soluções negociadas para encerrar greve de caminhoneiros ocorrida em maio. Uma regra de transição pode ser implantada a partir do bom cenário causado pela queda do dólar e o recuo na cotação do petróleo, que suavizaram o aumento de preços do óleo no país.
O acordo firmado com os grevistas no primeiro semestre garantiu uma queda de R$ 0,46 por litro de diesel ao consumidor. Para chegar a esse resultado, o governo concedeu subsídio de R$ 0,30 por litro e reduziu em R$ 0,16 tributos que incidem sobre o produto. Cerca de 9,5 bilhões foram reservados para bancar a medida.
Com o aumento menor do que o esperado, o Ministério da Fazenda avalia que o montante a ser gasto pode ser menor. Cerca de R$ 2 bilhões já foram desembolsados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e mais R$ 1,5 bilhão já está na lista de despesas. O compromisso vale até o dia 31 de dezembro.
Se reduzir os subsídios agora, o governo pode fechar as contas públicas com um rombo menor, ao fim do ano, e o dinheiro poderia ser utilizado em empresas estatais. Distribuidoras estão alertando sobre o risco de mudança brusca nos preços em janeiro, o que causaria um novo problema de desabastecimento.
Esse será um dos primeiros tema que a equipe econômica do presidente Michel Temer (MDB) vai discutir com o sucessor eleito neste domingo (28). “Se continuar caindo o preço por causa do câmbio, podemos adotar uma regra de transição, reduzindo o subsídio”, disse ao Estadão um integrante do governo, para quem o interesse é o preço na bomba.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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