Déficit primário do setor público atinge R$ 18 bilhões em setembro
O Banco Central divulgou nesta quarta-feira que o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 18,071 bilhões em setembro. No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido superavitário em R$ 10,746 bilhões. Os dados englobam o governo central, Estados, municípios e estatais, excluindo empresas como Petrobras e Eletrobras, além de bancos públicos. O déficit do governo central foi de R$ 16,506 bilhões, enquanto Estados e municípios tiveram um déficit de R$ 1,065 bilhão. As estatais apresentaram prejuízo de R$ 500 milhões. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, as contas públicas consolidadas acumulam R$ 101,888 bilhões negativos, equivalente a 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto, o déficit primário estava em 0,70% do PIB. Além disso, no acumulado do ano, o governo registrou perda de R$ 97,080 bilhões, em comparação com um superávit de R$ 130,802 bilhões no mesmo período de 2022. Vale ressaltar que o conceito primário não considera as despesas financeiras.
Considerando o conceito nominal, que inclui o movimento de caixa e o pagamento de juros, o setor público consolidado apresentou um déficit de R$ 99,785 bilhões em setembro. No ano anterior, o resultado havia sido deficitário em R$ 60,618 bilhões. O resultado nominal de setembro inclui uma conta de juros de R$ 81,714 bilhões, somando-se ao déficit primário de R$ 18,071 bilhões. A dívida líquida do setor público não financeiro aumentou 0,2 ponto percentual em relação ao PIB em setembro, atingindo 60% (R$ 6,310 trilhões). Essa variação mensal pode ser explicada pelos impactos dos juros nominais apropriados, do déficit primário, da desvalorização cambial, do reconhecimento líquido de ativos e da variação do PIB nominal. Já a dívida bruta dos governos no Brasil totalizou R$ 7,826 trilhões em setembro, correspondendo a 74,4% do PIB. Em relação ao mês anterior, houve um aumento de 0,1 ponto percentual. A variação mensal da dívida bruta pode ser explicada principalmente pela evolução dos juros nominais apropriados, pelo efeito da desvalorização cambial, pelos resgates líquidos de dívida e pela variação do PIB nominal.
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