Dólar sobe de olho nos cenários político e fiscal; Ibovespa vira e cai 0,12%
Afora uma leve queda pela manhã, logo após a divulgação do indicador de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, o dólar trabalhou em alta firme no Brasil ao longo do dia, enquanto fora aprofundava as perdas frente a moedas emergentes pares do real, como o peso mexicano e o rand sul-africano. Com mínima de R$ 5,1642 e máxima de R$ 5,2346, registrada no início da tarde, o dólar à vista encerrou o pregão em alta de 0,47%, a R$ 5,2212 nesta quarta-feira, 11. Ao desconforto com o desfecho da reforma do Imposto de Renda, que pode ser votada hoje na Câmara dos Deputados, somou-se a informação do Tesouro Nacional de que a PEC dos Precatórios embute a flexibilização da chamada “regra de ouro”, que impede o governo de se endividar para pagar despesas correntes sem autorização do Congresso.
Também causaram desconforto declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre preços de combustíveis e energia elétrica, consideradas populistas. Derrotado na PEC do voto impresso na terça, o presidente disse nesta quarta que o resultado da eleição não será confiável e acusou de governadores de terem interesse na manutenção dos preços altos dos combustíveis para aumentar a arrecadação com ICMS. No exterior, o principal indicador esperado pelo mercado, o CPI de julho, diminuiu os temores de uma escalada inflacionária mais aguda nos EUA, embora os índices ainda permaneçam em patamares elevados. O CPI desacelerou de 0,9% em junho para 0,5% em julho, em linhas com as expectativas. Já o núcleo do CPI teve alta de 0,3% na comparação mensal, abaixo do estimado (0,4%).
[jp-related-posts ids=”1140989,1140608,1140656″]
Já o Ibovespa retomou trajetória positiva no período da tarde, amparado no desempenho das ações de Petrobras (ON +1,56%, PN +1,38%) e da maioria dos bancos (Itaú PN +1,11%, Bradesco ON +0,65%), segmento de maior peso no índice. Mas, ao final do pregão desta quarta-feira, virou e fechou em leve baixa de 0,12%, aos 122.056,34 pontos, entre mínima de 120.826,92 e máxima de 122.755,97 pontos na sessão, vindo de abertura a 122 202,63 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 32,3 bilhões. Na semana, o Ibovespa cede 0,61%, mas ainda avança 0,21% no mês e 2,55% no ano. A expectativa pela votação da reforma do IR na Câmara suscitou cautela entre os investidores, em dia positivo no exterior.
No pior momento desta quarta-feira, pela manhã, o Ibovespa foi aos 120.826,92 pontos, ainda acima da mínima do último dia 3 (120.807,02), quando atingiu o menor nível intradia desde 14 de maio (120.719,17 pontos). Em Nova York, seguindo o padrão das duas sessões anteriores, o desempenho foi misto, com o Nasdaq em baixa de 0,16% no fechamento, enquanto Dow Jones e S&P 500 mostravam ganhos de 0,62% e 0,25%, respectivamente, renovando máximas históricas pelo segundo dia, em meio ao entusiasmo pela aprovação do pacote trilionário de investimentos em infraestrutura nos Estados Unidos, na terça. O petróleo também seguiu em recuperação nesta quarta-feira, com o Brent negociado acima de US$ 71 por barril. A performance da Petrobras na sessão foi favorecida também pelo aumento de 3,5% nos preços da gasolina nas refinarias, anunciado nesta quarta pela empresa.
* Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Política
Perícia recusou ao menos 15 aparelhos de operação sobre ‘Dark Horse’ por falha no lacre
Equipamentos tinham selo intacto, mas perícia identificou vão que permitiria conexão USB
- Fecomércio vê impacto relevante no comércio com fim da escala 6×1 Jovem Pan · há 1 semana
- Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto Agência Brasil · há 1 semana
- PIB brasileiro tem 5º maior crescimento do mundo no 2º trimestre; leia ranking Agência Brasil · há 2 semanas
- Governo estima aumento do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027 Jovem Pan · há 2 semanas