Governo federal autoriza aumento de até 10% nos remédios, o dobro de 2020
Os remédios poderão ficar 10,08% mais caros a partir desta quinta-feira, 1, após autorização do governo federal por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A decisão já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). O órgão ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou três escalas de reajustes: 10,08%, 8,44% e 6,79%, que variam de acordo com a competitividade das marcas no mercado. As variações deste ano são praticamente o dobro do praticado no ano passado, quando o governo autorizou o aumento de 5,21%, 4,22% e 3,23%.
Segundo a CMED, o reajuste é definido por uma equação que leva em conta a variação da inflação, ganhos de produtividade das fabricantes, alterações nos valores de insumo e características do mercado. Entre março de 2020 e fevereiro de 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação brasileira, registrou avanço de 5,2%. O governo federal também afirma que o preço máximo leva em consideração a carga de ICMS, que são os impostos cobrados pelos Estados, e do tributo federal concentrado na Cofins.
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