NEURÔNIOS BIOLÓGICOS JÁ CONTROLAM RESPOSTAS DE IA
O funcionamento é direto. O usuário envia uma mensagem de texto. O texto é convertido em sinais elétricos e entregue a uma cultura de neurônios montada num array de multieletrodos CL1, fabricado pela Cortical Labs. Os neurônios disparam impulsos elétricos. A atividade é medida e transformada numa pontuação que os criadores chamam de “score de consciência”. Essa pontuação controla o parâmetro de temperatura do modelo de linguagem, que define se a IA dá respostas previsíveis ou mais criativas.
Quando a atividade neural é alta, o modelo fica imprevisível: escolhas de palavras mais ousadas, respostas menos conservadoras. Quando cai, a IA se torna precisa e contida. O modelo escolhido foi o Grok, da xAI, porque produz respostas mais introspectivas segundo o criador do sistema. Computação biológica ganha terreno Os neurônios operam num dispositivo capaz de estimular células eletricamente, registrar impulsos de dezenas ou centenas de canais e analisar atividade neural em tempo real. Plataformas parecidas já foram usadas antes para treinar culturas de neurônios a jogar videogames simples, como Pong.
O experimento se insere num campo chamado computação biológica. Pesquisadores investigam se neurônios vivos podem melhorar eficiência de aprendizado de máquina, consumir menos energia que chips de silício e criar formas híbridas de inteligência. O bioLLM não significa que a IA está ficando consciente. Mas mostra que células cerebrais vivas já alteram o comportamento de um modelo de linguagem. O futuro da computação pode envolver máquinas que combinam silício, biologia e inteligência artificial no mesmo sistema.
Fonte: Cortical Labs / bioLLM, experimento reportado em março de 2026.
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