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Corinthians arrasta negociação e não deve ter Memphis na Libertadores

Novo acordo prevê salário de R$ 1,9 milhão, valor consideravelmente abaixo dos R$ 3,5 mi do contrato anterior

Estadão Conteúdo

memphis depay
Memphis desembarcou em São Paulo há uma semana, no dia 4 de agosto, e a expectativa inicial era de que assinasse o contrato após a realização de exames médicos ETTORE CHIEREGUINI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Corinthians ainda não concretizou a renovação de contrato com Memphis Depay e dificilmente o terá disponível para jogar contra o Rosario Central, às 21h30 desta quinta-feira (13), na Argentina, pela rodada de ida das oitavas de final da Libertadores. Mesmo que o contrato seja assinado ainda nesta terça (11), é pouco provável que o holandês viaje com a delegação

Memphis desembarcou em São Paulo há uma semana, no dia 4 de agosto, e a expectativa inicial era de que assinasse o contrato após a realização de exames médicos. Desde que foi aprovado nos testes físicos realizados no Hospital Sírio-libanês e no CT Joaquim Grava, contudo, se viu envolvido em uma negociação arrastada.

Ele não está frequentando o centro de treinamento para trabalhar com o restante do grupo e tem feito apenas trabalhos individuais com um preparador físico particular.

No momento, o que impede a assinatura do vínculo até 2028, para substituir o contrato que venceu no dia 31 de julho, é a busca da diretoria por garantias junto a parceiros financeiros que ajudariam a bancar os custos do atleta. O novo acordo prevê salário de R$ 1,9 milhão, valor consideravelmente abaixo dos R$ 3,5 mi que ele recebia no contrato anterior.

A renovação também envolve alongar o pagamento da dívida de R$ 42 milhões com o jogador, proporcionando um fôlego financeiro imediato ao clube. Caso não renove, Memphis pode acionar a Fifa já no dia seguinte para cobrar todos os valores a que tem direito. Com a incidência de juros, essa cobrança imediata pode alcançar a cifra de R$ 77 milhões.

Parte da diretoria corintiana é contra a permanência do holandês e tem pressionado Osmar Stábile. Fazem parte dessa ala, inclusive, integrantes da base de apoio do próprio mandatário, que deve concorrer à reeleição em novembro deste ano.

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