Técnico demitido após 8 a 2 anuncia que processará o Barcelona; entenda por quê

Uma controversa atitude tomada pela diretoria catalã irritou Quique Setién

  • Por Jovem Pan
  • 17/09/2020 16h37
Rafael Marchante/EFEQuique Setién foi demitido do comando técnico do Barcelona no fim da última temporada

Dispensado logo após a vexatória derrota por 8 a 2 para o Bayern de Munique nas quartas de final da Champions League, o técnico Quique Setién anunciou nesta quinta-feira, 17, que recebeu apenas ontem uma notificação oficial do Barcelona sobre a sua demissão e que irá à justiça com o argumento de que o clube “não cumpriu os contratos de trabalho” estipulados. Em comunicado, Setién e os assistentes Eder Sarabia, Jon Pascua e Fran Soto destacam que a diretoria do Barça manteve “um mês de absoluto silêncio”. A liquidação do contrato é determinante para que o novo técnico, Ronald Koeman, possa ser inscrito na LaLiga, entidade que organiza o Campeonato Espanhol.

No comunicado, Setién informa que apenas na quarta-feira passada recebeu a primeira comunicação oficial sobre a demissão, por meio de burofax, um serviço de envio de documentos com urgência. “Tais comunicações revelam a clara intenção da diretoria de não cumprir os contratos de trabalho com data de 14 de janeiro de 2020. Em meu caso, Quique Setién, é público e notório que, no dia 17 de agosto, tanto o clube como o presidente anunciaram a minha demissão com efeito imediato. No entanto, apenas ontem, 16 de setembro (um mês depois), me enviaram, pela primeira vez, a comunicação por escrito de tal demissão (sem nenhuma liquidação)”, afirma.

Quanto ao restante da comissão técnica, segundo o comunicado, os integrantes também receberam somente na quarta-feira passada uma comunicação que informa sobre “uma futura realocação, no clube”. “Por tudo o que foi dito, nos vimos obrigados a colocar nas mãos dos nossos advogados a solução do conflito, tendo que apresentar as ações judiciais correspondentes, a fim de preservar os nossos direitos e o que foi pactuado com o Barcelona”, diz o comunicado.

*Com informações da Agência EFE