Dinamarca registra o dia mais quente de sua história com 37°C graus
O Instituto de Meteorologia da Dinamarca registrou o recorde de calor de 36,6ºC pouco depois das 14h no horário local deste sábado (27), marca histórica que foi superada menos de uma hora depois, quando os termômetros atingiram 37°C. Foi o registro de calor mais intenso desde o início do funcionamento da entidade, em 1874.
As temperaturas ficaram tão elevadas que o principal jornal dinamarquês começou a fazer transmissões ao vivo sobre as condições e os efeitos do clima. Vários semáforos, por exemplo, pararam de funcionar em Aarhus, segunda maior cidade do país, na costa da Península da Jutlândia Oriental.
A companhia de água de Voel, na mesma região, pediu que os habitantes parassem de regar gramados e evitassem usar aspersores de água e encher piscinas grandes. A estação de tratamento registrou consumo de água excepcionalmente alto nos últimos dias e o consumo precisa ser controlado.
Do outro lado do mar Báltico, na Lituânia, o cenário se repete. Os termômetros neste sábado atingiram 33°C e é esperado que as temperaturas aumentem até segunda-feira (29), com a possibilidade de alcançar também 37°C. As temperaturas noturnas não estão caindo abaixo dos 20°C, o que impede o resfriamento natural das casas e aumenta o desgaste físico da população.
Europa enfrenta forte calor
O cenário tem sido similar nos últimos dias em toda Europa. Na quinta-feira (25), diversos países emitiram alertas de calor, entre eles Reino Unido, França, Alemanha e Holanda – pela primeira vez na sua história. O continente enfrenta uma intensa onda de calor, que já causou mortes, gera problemas de saúde e afeta a rotina, com medidas como o fechamento de escolas.
Na França, pelo menos 55 pessoas morreram afogadas quando buscavam se refrescar do calor. Programada para acontecer neste sábado, a Parada do Orgulho LGBTQIA+ em Paris foi adiada para setembro, com o objetivo de reduzir a pressão sobre os serviços de saúde.
O calor também interrompeu linhas ferroviárias na Grã-Bretanha, forçou o fechamento antecipado de atrações populares, incluindo o Museu do Louvre e a Torre Eiffel, e causou falhas na rede elétrica na França, deixando mais de 68 mil residências sem energia elétrica, até quarta-feira (24).
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