Em uma semana de protestos, 19 morreram no Chile
Subiu para 19 o número de mortos em protestos no Chile. A nova vítima, confirmada nesta sexta-feira (25), era é um peruano que estava em condição muito grave no hospital há três dias. Ele foi atingido por um tiro durante um saque a um estabelecimento comercial em Puente Alto, no sul da periferia da capital.
Esta é a quinta morte de estrangeiros durante as manifestações, que já duram uma semana no país. Dois cidadãos colombianos, outro peruano e um equatoriano também morreram nos últimos dias, segundo os números oficiais do governo.
Os protestos começaram após o aumento do preço da passagem do metrô em Santiago, na quinta-feira (17), que foi suspensa no sábado (19). Mesmo assim, os atos continuaram devido ao alto custo de vida e à desigualdade, gerando uma explosão social sem precedentes na história recente do Chile.
As manifestações, com incidentes violentos, deixaram mais de 500 feridos e cerca de 2.500 pessoas detidas. Devido à pressão, o presidente do país, Sebastián Piñera, pediu perdão à população na terça-feira (22) e apresentou uma nova agenda de medidas.
O presidente chileno decidiu intervir em alguns dos pontos do modelo político, econômico e social que provocam mais rejeição entre os cidadãos, como as baixas aposentadorias, os altos preços dos remédios e a precária saúde pública.
*Com informações da Agência EFE
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