ONU mostra preocupação com escalada de ataques EUA-Irã; Teerã alega direto à autodefesa
Diante da escalada de ataques entre Estados Unidos e Irã, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação e defendeu que os ataques devem ser cessados. Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que os ataques às bases militares norte-americanas “constituem um exercício legítimo e legal de seu direito inerente à autodefesa sob o direito internacional”.
Os dois porta-vozes se manifestaram através da rede social X na tarde deste domingo (12). Guterres afirmou que “um retorno a hostilidades em grande escala teria consequências catastróficas – para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia global”, pedindo que os dois países em guerra retomem as negociações.
Já Baghaei disse que o Irã não ataca, e que os bombardeios recentes são uma “continuação de um ato de agressão flagrante e não provocado iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel”, disse na postagem.
A escalada se intensificou e, há pouco, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) afirmou que as forças americanas começaram a lançar mais ataques contra o Irã, a partir das 18h (horário de Brasília), a fim de continuar degradando a capacidade de Teerã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo Estreito de Ormuz.
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