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Trump diz que ordenou investigação contra democratas e os acusa de extorsão

presidente dos EUA também acusou os adversários de ameaçar doadores republicanos com prisão apenas por suas posições políticas

Estadão Conteúdo

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump JIM WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (7) que ordenou ao Departamento de Justiça uma investigação contra democratas, a quem acusou de ameaçar autoridades e doadores republicanos com impeachment, prisão e outras punições. A declaração ocorre após a vitória da oposição nas eleições legislativas de terça-feira (3), que deu ao Partido Democrata o controle da Câmara e do Senado a partir de janeiro e abriu caminho para investigações sobre o governo.

“Por meio desta declaração, ordeno ao Departamento de Justiça que investigue este ato criminoso imediatamente”, escreveu Trump na rede Truth Social. Segundo ele, os democratas ameaçam “muita gente, incluindo o Procurador-Geral dos Estados Unidos e outros”, e não houve “atos passíveis de impeachment” por parte das autoridades. “Isso é extorsão da pior espécie, e eles devem ser responsabilizados por isso”, escreveu.

Trump também acusou os adversários de ameaçar doadores republicanos com prisão apenas por suas posições políticas. “Isso é instrumentalização e guerra jurídica em outro nível”, escreveu. Afirmou ainda que líderes democratas enviaram cartas ameaçadoras a pessoas “todas inocentes”, mas não identificou os autores nem apresentou provas.

A manifestação ocorre dois dias depois de os deputados democratas Hank Johnson, da Geórgia, e Deborah Ross, da Carolina do Norte, defenderem a abertura de um processo de impeachment contra Blanche.

Na publicação, Trump atacou ainda a senadora democrata Elissa Slotkin, de Michigan, afirmando que ela pretende perseguir jovens simpatizantes do Partido Republicano. A acusação retoma uma controvérsia de outubro, quando Slotkin defendeu investigações sobre integrantes do governo envolvidos em possíveis irregularidades. Em evento na Universidade de Chicago, a senadora afirmou que a fiscalização deveria alcançar não apenas Trump, mas também as pessoas que permitiram suas ações.

Na segunda-feira (2), Trump disse ao New York Post que concederia perdões preventivos a integrantes de seu governo se necessário.

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