Após sugerir suspensão da bandeira tarifária na conta de luz, Bolsonaro diz que ‘tem coisa que é impossível mexer’
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reclamou da repercussão negativa da sua fala sobre a suspensão da aplicação da bandeira tarifária, que incide sobre o preço da conta de luz no país. Na sexta-feira, 15, o chefe do Executivo revelou que iria conversar com o conversar com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, sobre o fim da tarifa em novembro. “Dói a gente autorizar o ministro Bento, das Minas e Energia: ‘Decreta bandeira vermelha’. Dói no coração. Sabemos das dificuldades da energia elétrica. Vou pedir para ele — pedir não, determinar — que ele volte para a bandeira normal a partir do mês que vem”, disse Bolsonaro. Ainda na sexta-feira, o presidente se manifestou a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada sobre a repercussão negativa da sua declaração.
“Têm certas coisas aqui que é quase impossível mexer. Eu falei hoje da bandeira vermelha, que após as chuvas abaixar ou ‘tirar de lá’. A imprensa bateu em mim o tempo todo. ‘Interferência no Ministério das Minas e Energia’. Se eu posso trocar o ministro, por que eu não posso [acabar com a bandeira vermelha]?”, questionou Bolsonaro. Em nota, a Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), grupo especial criado pelo governo por causa das crises hídrica e energética, deixou bem claro, que, apesar do aumento das chuvas, a situação ainda quer atenção, uma vez que o solo está bastante seco, o que dificulta a absorção da água.
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Ainda de acordo com a CREG, o próprio Operados Nacional do Sistema (ONS) recomendou a manutenção das medidas adicionais até abril de 2022. O próprio governo já sabia que o problema não era de fácil solução, até por conta disso fixou em seis meses a validade da nova bandeira tarifária. A nota acalmou o setor, mas o temor geral é de interferência indevida nessa discussão, o que no passado trouxe mais problemas do que soluções.
*Com informações da repórter Luciana Verdolin
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