Bandidos aterrorizam família e sequestram policial à paisana em fuga após roubo em SP
Quatro bandidos violentos entraram na casa de uma mulher e sua família na noite da última terça-feira, 5, no Planalto Paulista, em São Paulo, e fizeram todos de reféns. A vítima mora há mais de 20 anos na região e estranhou uma ligação para o telefone fixo da residência na qual perguntaram o nome dela. Sem desconfiar que eram bandidos, passou a informação que queriam. “Não devem falar ‘alô’ e seu nome, de jeito nenhum, não façam isso. Não atendam o telefone na sua casa quando alguém perguntar quem é, quem está falando. Não fale o seu nome. Eles gravaram o meu nome e cortaram a internet da minha casa”, disse. Após roubarem pertences da família, os bandidos fugiram sequestrando um policial a paisana, sem saberem da atividade profissional dele.
Os ladrões acreditavam que a primeira vítima estaria sozinha em casa. Após cortarem a internet da casa, conseguiram entrar sem precisar arrombar os portões da residência. “Eles abriram a garagem com o controle remoto. Muito fácil”, conta. E relembra: “Foi muito traumático. Na hora que eu abri a porta do meu quarto, meu filho estava com a arma na cabeça. E eles botaram a arma na minha cabeça, me jogaram no chão. Me deram uma coronhada com a arma. Foi bem traumático, bem triste. Bem difícil”, conta a vítima. Os assaltantes levaram computadores da família, mas procuravam por um cofre que, segundo a dona da casa, nunca existiu. Após várias ameaças, os bandidos agrediram a moradora e fugiram do local com os pertences da família.
Eles pararam um carro de um homem que falava no telefone em frente à casa assaltada e obrigaram o motorista a levá-los até a favela de Paraisópolis. Apesar disso, não contavam com uma surpresa: o refém que estava no carro era um policial. O tenente Wilsom Mendes estava armado, mas não conseguiu revidar. Em vez disso, teve um plano, fingir que estava passando mal e desmaiando. Ele começou a fazer zig-zag no meio da rua para chamar a atenção de outros policiais e pedir socorro. “Eu sabia também que, chegando em Paraisópolis, o destino era a morte. Não tinha outra saída. Policial militar, o que eles fazem é isso. E antes de morrer ainda iria sangrar na mão deles. Me debrucei sobre o volante, ‘estou passando mal, não estou conseguindo dirigir’, e fui reduzindo a velocidade. E mesmo diante do bandido, mantive a calma para parar o carro”, disse. O plano de Wilsom deu certo e, os policiais que faziam ronda pelo local perceberam uma movimentação diferente. Ao abordarem o veículo, houve troca de tiros. Três bandidos conseguiram fugir, mas um deles foi preso e encaminhado para a delegacia. As vítimas foram levadas ao hospital e passam bem
*Com informações do repórter Victor Hugo Salina
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