Após anúncio de greve, Correios diz que 82% dos funcionários estão trabalhando

Segundo a estatal, serviços não serão prejudicados

  • Por Jovem Pan
  • 11/09/2019 17h53
Elza Fiúza/Agência BrasilFuncionários pedem reajustes e se declaram contra privatização

A empresa Correios informou, nesta quarta-feira (11) que, embora os funcionários tenham decidido entrar em greve geral por tempo indeterminado, os serviços de atendimento da estatal não serão prejudicados. Segundo a assessoria de imprensa, um levantamento parcial realizado nesta manhã indicou que 82% do efetivo está trabalhando regularmente.

Além disso, a empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. As medidas incluem o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões.

Com a paralisação, a categoria tem como objetivo preservar os salários dos funcionários, que, segundo a Findect, correm risco de serem reduzidos “radicalmente”, assim como os benefícios. Outra reivindicação é não vender a estatal, que foi incluída no plano de programa de privatizações do governo de Jair Bolsonaro (PSL) recentemente.

Em nota, a Findect diz que a direção dos Correios, “a mando do governo, se negou a negociar com os trabalhadores” e que, por isso, a greve “foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família”.

Negociação

A nota da assessoria afirmou que os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. “Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões”, declarou.

“As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”, completou. Segundo a nota, “nesse momento um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal”.

“Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira”, finalizou.