Ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani morre aos 66 anos

Ex-deputado estadual estava internado em um hospital de São Paulo, desde 8 de abril, para tratamento de um câncer de bexiga; velório deve acontecer no início da noite desta sexta-feira, 14, nas instalações da Assembleia

  • Por Jovem Pan
  • 14/05/2021 08h14 - Atualizado em 14/05/2021 10h44
Fernando Frazão/Agência Brasil Em nota enviada à Jovem Pan, o MDB lamentou o falecimento do político e prestou condolências aos amigos e famíliares

O ex-deputado estadual, Jorge Picciani, faleceu na madrugada desta sexta-feira, 14. A informação foi confirmada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o parlamentar tinha 66 anos e estava internado no Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, em São Paulo, desde o dia 8 de abril. Segundo comunicado do centro de saúde, assinado pelo diretor médico Antonio Antonietto, o parlamentar “lutava contra um câncer de bexiga há várias anos”. Em nota enviada à Jovem Pan, o MDB lamentou o falecimento do político e prestou condolências aos amigos e famíliares. “Lamentamos a morte do ex-deputado estadual Jorge Picciani (RJ), vítima de câncer. Com origem no PDT, ingressou no MDB em 1995”, diz comunicado da Executiva Nacional da legenda. “Nosso abraço a todos do MDB do Rio, em especial ao presidente do diretório Leonardo Picciani e familiares”, completa a mensagem. O político tinha quatro filhos, sendo dois deles também da vida pública: o deputado federal Leonardo Picciani e o deputado estadual Rafael Picciani.

Também em comunicado, a Alerj lamentou o falecimento do ex-deputado federal e disse que vai decretar luto oficial de três dias. O atual presidente da Casa, André Ceciliano, “ofereceu as instalações do Salão Getúlio Vargas para o velório, que deve acontecer no início da noite desta sexta-feira”, diz nota. Jorge Picciani iniciou sua carreira política em 1990, quando foi eleito deputado estadual fluminense por cinco mandatos consecutivos. Foi presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de 2003 a 2010. O político ainda chegou a ser secretário de Esportes e presidente da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (SUDERJ) durante o governo de Leonel Brizola, em 1993. Em 2010, tentou se eleger como senador do Estado do Rio de Janeiro, mas não obteve votos suficientes. Em 2014, foi eleito deputado estadual pela sexta vez. Nesse meio tempo, o parlamentar foi presidente do diretório estadual do PMDB. De volta à Alerj, Picciani reassumiu a presidência da Casa em 2015. Em 2017, o político foi diagnosticado com câncer na bexiga. No mesmo ano, ele foi preso preventivamente durante a Operação Cadeia Velha.

De acordo com a investigação, Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo utilizavam seus os postos da Alerj para favorecer empresários ligados à Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) em troca de propinas. Meses depois, o político foi transferido para prisão domiciliar em virtude do seu tratamento contra o câncer. No ano seguinte, porém, a Polícia Federal expediu um novo pedido de prisão preventiva contra o ex-deputado federal no âmbito da Operação Furna da Onça. A ação mira esquema de compra de apoio político de parlamentares por uma organização criminosa chefiada pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral. Em 2019, Picciani foi condenado a 21 anos de reclusão e pagamento de multa de R$ 11 milhões por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.