G7 promete mais de 1 bilhão de vacinas contra a Covid-19 a países pobres, anuncia Boris Johnson

A cúpula tem se reunido desde a última sexta-feira, 11, na Inglaterra, para discutir temas como a pandemia, mudanças climáticas e o crescente desenvolvimento econômico e militar da China

  • Por Jovem Pan
  • 13/06/2021 14h41 - Atualizado em 13/06/2021 14h47
Reprodução YouTube / Boris JohnsonUma semana antes do encontro da cúpula, Boris Johnson já havia dito que pediria aos líderes ajuda para vacinar todo o mundo até o final de 2022

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou neste domingo, 13, que os líderes do G7, grupo das sete democracias mais ricas do mundo, prometeram mais de 1 bilhão de vacinas contra a Covid-19 para os países mais pobres do mundo. “Outro grande passo para vacinar o mundo”, escreveu o Johnson em seu perfil nas redes sociais. Além do Reino Unido, integram o G7 Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, França e Japão. Anfitrião do encontro este ano, Johnson já havia dito que pediria aos líderes ajuda para vacinar todo o mundo até o final de 2022. A cúpula tem se reunido desde a última sexta-feira, 11, na Inglaterra, para discutir temas como a pandemia, mudanças climáticas, além de tentar buscar mecanismos para rivalizar com o crescente desenvolvimento econômico e militar da China.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e outros líderes esperam que o plano forneça uma parceria de infraestrutura para ajudar a estreitar os US$ 40 trilhões necessários para as nações em desenvolvimento até 2035. O governo Biden disse que “não se trata apenas de confrontar ou enfrentar a China”. Segundo a Casa Branca, o G7 e seus aliados usarão a iniciativa para mobilizar capital do setor privado em áreas como clima, saúde e segurança sanitária, tecnologia digital, equidade e igualdade de gênero. No entanto, ainda não está claro como exatamente o plano funcionaria. Em 2013 a China lançou um plano envolvendo iniciativas de desenvolvimento e investimento que se estenderiam da Ásia à Europa. Mais de 100 países assinaram acordos com a China para cooperar em projetos como ferrovias, portos, rodovias e outras infraestruturas. Os líderes do G7 querem mostrar que as democracias mais ricas podem oferecer uma alternativa à crescente influência da China.