Polícia baiana prende suspeito de matar garota espanhola de 14 anos em Porto Seguro

Adolescente Nayra Gatti foi encontrada morta no início de dezembro de 2021, com sinais de estupro no corpo

  • Por Jovem Pan
  • 06/01/2022 19h31
Reprodução / Instagram / @Quemamaliberta Moça jovem em kimono azul para prática de jiu-jitsu Nayra Gatti morava na região com o pai e a irmã mais nova

A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) prendeu nesta quinta, 6, um suspeito de envolvimento na morte da adolescente espanhola Nayra Gatti, de 14 anos, que foi encontrada morta no distrito de Caraíva, em Porto Seguro, onde morava com os pais e uma irmã de nove anos. O corpo de Nayra também tinha sinais de violência sexual e estragulamento. O suspeito foi detido após a Justiça acatar o pedido de prisão temporária feito pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis). A Polícia Civil teve acesso a áudios deixados por outro homem, também investigado, no qual ele afirmava que o suspeito preso estava bebendo e usando drogas próximo à garota, antes do crime. O homem que gravou o áudio cometeu suicídio.

“No áudio, ele diz o nome do suposto autor. Em parceria com a Polícia Militar, conseguimos localizar o homem e interrogá-lo. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) também colheu o material genético dele para averiguação, e representamos pela prisão, que foi concedida pelo Plantão Judiciário. Ele se apresentou na delegacia acompanhado de advogados logo após a decisão do juiz”, disse o coordenador da 23ª Coorpin, delegado Moisés Damasceno. O investigador disse que o suspeito que se matou havia passado por procedimentos parecidos. “Antes de tirar a própria vida, ele negou qualquer envolvimento e aceitou fornecer o material genético para ser comparado com o que foi coletado na vítima. Ele levantou suspeitas da polícia após sair do distrito no mesmo dia que o corpo da jovem foi encontrado, como se estivesse fugindo. Estamos no aguardo do resultado dos exames para confirmar”, explicou o delegado. O homem preso segue detido até o momento. O Ministério Público da Bahia entrou com pedido para que os pais de Nayra percam a guarda da filha mais nova, alegando negligência do pai e incapacidade da mãe, que seria demonstrada pela vulnerabilidade das garotas.